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O CASE DO TURISMO CULTURAL URBANO NO PERU É UMA INICITIVA QUE DEVE SER REPLICADA EM TODA A AMÉRICA LATINA!
LO CASE DE LO TURISMO CULTURAL URBANO EN PERU DEVE SER ADOCTADO EN TODA LA AMÉRICA LATINA !
Por JORGE ZAVALETA, jornalista peruano especialista em Economia e Política na América Latina.
jorgez@telefonica.net.pe_______________________________________________
5 IDEIAS PARA O CENTRO HISTÓRICO DE LIMA
Em "As cidades invisíveis” , como escreve Italo Calvino, não se encontram cidades reconhecível. Há pessoas, figuras históricas, heróis da mitologia, as quatro estações, as paisagens, tristeza, felicidade, humor, e reflexões. Tudo acaba se transformando em imagens de cidades.
O investimento privado nas cidades, e o crescimento projetado do turismo no Peru (22% em 2011), são incentivos para promover a melhoria do centro histórico de Lima. Essa tendência também aparece em outras cidades latino-americanas, mas não se pode reduzir as linhas urbanas dos conquistadores Espanhóis, Francês e Português.
O passado é muito mais distante, alimentado por lendas, mitos e costumes. O Centro Histórico é o núcleo que não se limita à contemplação do passado, mas o presente e o futuro. Abra as portas para a inovação e integração de todos os seus habitantes. La Plaza Mayor de Lima, aos domingos é a melhor indicação do que é uma cidade cosmopolita: os setores populares de origem interiorana e turistas estrangeiros, compartilhando o mesmo espaço.
Um centro histórico não é um reduzido espaço dentro das muralhas construídas pelos imigrantes. Os museus e monumentos mais importantes revelam que a Praça Central, o Cabildo, a Igreja e as residências mais importantes, necessitam de uma divercidades de serviços de supote. É neste sentido que o conceito de Património Mundial, dentro dos parâmetros da UNESCO não é muito compreendido en nível universal.
Basta citar Florença, Itália, proclamada cidade do mundo, porque só trabalharam lá por seis séculos, os maiores artistas de toda a Europa, o que fez muitos trabalhos seculares e religiosos. Florença teve um papel preponderante no desenvolvimento da arquitectura renascentista e pintura, que preserva intacta a coerência Renascença arquitectónica dos edifícios e ruas, além de oficinas de artesanato tradicional.
O Centro de Lima é um destino turístico crescente. Neste contexto, o recente concurso de "5 idéias para o
Centro Histórico de Lima", promovido por cinco instituições: com a cooperação internacional e o Vice-Ministério da Habitação, é uma iniciativa interessante, que envolveu arquitetos e outros artistas profissionais, e abre um leque de oportunidades de investimento.
O objetivo do concurso, de acordo com seus promotores, é proporcionar idéias criativas e inovadoras para o processo de renovação urbana, ajudando a entender o centro histórico como um espaço vivo, capaz de ser reinterpretado, enriquecido e renovado por novas propostas e modelos de arquitetura .
Arquitetura Local
Os reis e os chefes
A fundação de Lima, com o nome de Cidade dos Reis, não persistem porque o seu nome original vem do aymara (limaq ou flor de limão amarelo) ou rimaq quíchua, significando "falante ", tão alto o seu rio, o Rimac.
Por 20 anos, Lima é um Patrimônio Mundial pela sua originalidade e pela concentração de 608 monumentos históricos da época da presença espanhola, especialmente na área chamada de Xadrez de Pizarro. Esta é uma oportunidade para lembrar o arquiteto de origem Basca, Santiago Agurto, que morreu no ano passado, que com o apoio de um movimento cívico, conseguiu construir o monumento a Pizarro, uma fonte de água com pedras de pedreiras Piura.
A preocupação dos arquitetos é trabalhar em estreita colaboração com os municípios. Depois da bárbarie sanderista , o prefeito de Lima Alberto Andrade, convidou as empresas a adotarem uma varanda, sem muito sucesso, pois os investidores ainda não viam um bom negócio na cidade. PreferirM fazer em San Isidro e Miraflores, começando com restaurantes exclusivos na Pucllana.
O turismo urbano cultural é um negócio que está crescendo no mundo. Esta atividade não é tangente aos locais com valor patrimonial, mas um movimento que está associado a eles . Um quarto do fluxo anual de turistas na Europa são por conta das cidades históricas.
O Peru acaba capturado apenas 1,09% do turismo nas Américas e 0,19% do turismo mundial. Nos últimos oito anos, dobrou o número de visitantes (de um a a 2 milhões aproximadamente), gerando mais divisas, incentivos para a descentralização, uso intenso da mão de obra, oportunidades empresarial, de negócios, aumentado a renda das populações locais e melhor compreensão do modelo de sucesso da POG-Swiss Destination Management Organizations.
Segundo as Normas de Quito, documento de 1967 da Organização dos Estados Americanos, OEA , se aprecia a salvação do património cultural, como uma vía para o progresso. Segundo esta abordagem, vários governos planejam a recuperação do “ circuito turistico” para unir os principais monumentos nos centros históricos.
A defesa e salvaguarda do património cultural já não é uma tarefa exclusiva do Estado e das entidades filantrópicas mas uma tarefa que envolve o setor privado.
Este é o momento para o investimento privado, sem esquecer contudo as lições aprendidas, que ao não utilizar seus recursos naturais e culturais, como as comunidades locais, que eram vistos como um obstáculo ao desenvolvimento turismo, aumentando o desigualdade social.
Os especialistas em planejamento urbano do município de Lima, consideram necessário participar da gestão para não haver a super exploração do património cultural recebendo centenas ou milhares de turistas. Lima, tem uma história de 10 mil ou 12 mil anos antes da conquista espanhola. Após a chegada do espanhol, esta área pertencia ao curacazgo de Lima, cujo governante era Taulichusco, formando parte do grande império de Tahuantinsuyo. Antes da chegada dos espanhóis, Taulichusco, morava no local, onde agora fica o palácio.
O sentido fundamental que orienta as ações do uso das edificações e dos espaçõs públicos e privados dentro do centro histórico de Lima, é a conservação, restauração e valorização dos seus valores formais, históricos e culturais, de acordo com seu valor intrínseco para a nação, o seu estatus de Património Cultural da Humanidade e do papel que ortoga o Plano de Desenvolvimento de Lima, assinala em seu primeiro artigo o Regulamento de Administração do Centro Histórico de Lima, Portaria n º 062, a 18 de agosto de 1994.
O Centro Cultural e Centro de Serviços maior para a Metrópolis e para o país, deverá ser objeto de tratamento urbano compatível com a conservação e reabilitação reduzindo drasticamente a pressão do tráfego de automóvel, o comércio na via pública, usos incompatíveis e a concentração de atividades que causam a deterioração.
CONCLUSÃO
A recuperação do Centro Histórico deverá promover a integração de toda a população. Os Arquitetos do Peru recordam ao Congresso que está pendente a recuperação dos concursos públicos em todas as esferas do Estado.
Os negócios de turismo nem sempre são compatíveis com a preservação da história. A Organização de Gestão de Novos Destinos, é um modelo que a Suíça oferece para estender o desenvolvimento das cidades.
A intervenção da Cooperação Italiana e do Centro Bartolomé de las Casas, é uma boa lição no centro histórico de Cusco para melhorar a vida nas casas antigas.
O turismo internacional no Peru duplicou nos últimos oito anos, mas continua a ser pequeno o negócio com a preservação de sua rica história.
Papel de Arbol
martes, 29 de marzo de 2011
DE ESTOCOLMO A LA LIMA ANTIGUA
Jorge Zavaleta Alegre
La globalización en las comarcas latinoamericanas tiene diversos matices, desde el atavismo más insólito hasta la confusión de libertad de mercado con desactivación del Estado.
La Unión Europea y la Cámara Nórdica organizaron en Lima un encuentro entre Mario Vargas Llosa y cuatro de sus más cercanos amigos, para contar, con pequeñas anécdotas, lo ocurrido en Estocolmo, antes y después de la entrega del Premio Nobel de Literatura 2010 por la Academia Sueca al ilustre escritor peruano. Escuchaban atentas unas doscientas personas, entre los más notorios personajes de la Ciudad de los virreyes.
El pintor Fernando Szyszlo reveló haber recuperado de la chaqueta de gala alquilada, las tarjetas de crédito y algunos cientos de euros olvidados en los bolsillos del frac, y que le fueron devueltos a su casa de Barranco, por la cónsul peruana, quien nunca antes en su vida había organizado reuniones de tan grande dimensión, menos aún en la sede diplomática del Perú en Suecia.
El Ministro de Cultura, Juan Ossio, llegó a Estocolmo sin maletas, al igual que otras decenas de viajeros, y tuvo que comprarse un terno y otras prendas, y sobre todo unirse a las tareas que la diplomacia peruana tenía que asumir en esos días; en tanto avanzaban las horas de la ceremonia central no terminaba de abotonarse la camisa del smoking, también alquilado.
Beatriz Merino, Defensora del Pueblo, puso en jaque al Nobel, declarado hincha del Club Universitario de Deportes, cuando lo sorprendió con una camiseta del equipo Alianza Lima, solicitándole ser más permeable con la democracia futbolística.
El Director de la más grande emisora del Perú, Radio Programas, periodista Raúl Vargas, conductor del conversatorio, rompió el calor en la aldea, pidiéndole a Vargas Llosa un comentario sobre su condición de latinoamericano en un contexto de universalización de las costumbres y conocimientos.
En efecto, habló de los ciudadanos del mundo, de las bondades de la educación científica, en múltiples lenguas, como sucede en los colegios de Estocolmo. Describió un centro escolar en el cual se dictan clases a estudiantes de 100 nacionalidades y en 16 idiomas. Resaltó la fortaleza de los sistemas democráticos en países tan pequeños como Suecia, Suiza, Finlandia y otros de Europa, a diferencia de una extensa América Latina con abundantes recursos naturales, pero con grandes índices de pobreza y potenciales proyectos autoritarios.
No obstante lo anecdótico de esa convocatoria en la sede diplomática de Lima, los sectores laborales y estudiantiles de las universidades nacionales, consideran que la mayor riqueza de los debates y exposiciones de intelectuales como Vargas Llosa podrían ser mucho más productivos en ambientes abiertos y con intervención directa de los asistentes, porque los formatos de los medios de comunicación tradicionales no siempre representar el sentir ni el interés de los grandes colectivos de la sociedad.
En el Perú, en vísperas de las elecciones generales para renovar al presidente de la República, congresistas nacionales y del Grupo Andino, algunos candidatos de los once partidos políticos que participan hablan de falta de “identidad nacional” como una generalidad vacía.
Lo cierto es que se considera como algo normal las vigentes conductas y costumbres coloniales, como “Las tapadas” que maltratan a las mujeres trabajadoras, de una Lima excluyente que desprecia al torbellino de migrantes andinos. Actitudes de ese tipo son lesivas a la unidad de un país y tienen que ver con un profundo desconocimiento o desprecio a las diferentes culturas que tiene el Perú.
Poco o nada se dice de lo que son las culturas Aimara y Quechua, del Altiplano, que han volcado su creatividad a todo el sur del país; de la Huanca, en Junín, que abastece de alimentos frescos a la Lima metropolitana; de la Wari, Mochica - Chimú, que construyen en el norte nuevos y sólidos destinos turísticos para seguir conservando el santuario Machu Picchu.
O de las poblaciones nativas que a lo largo de siglos protegen la reserva biológica que contiene más de la mitad de la farmacopea del mundo, pero que sectores de la gran minería formal avalan las dragas para extraer el oro de Madre de Dios, violando leyes ambientales y con el vil trabajo de familias enteras con sus niños que no van a la escuela y que crecen intoxicados con el agua infectada con mercurio y azogue. El ejemplo más patético es el de la empresa Doe Run (Ciervo que corre) en La Oroya, que se burló del Estado liberal, se fue del país dejando sin trabajo a tres mil obreros con altos índices de plomo en la sangre y pulmones, y ahora trata de volver porque habría encontrado una rica veta de cobre en una mina cercana.
Las poblaciones van despertando y con prisa frente a los retos de la globalización, pero en las ciudades capitales, regionales y provinciales también subsisten gente conservadora que vive de un pasado inexistente y excluyente.
Los debates económicos y culturales en cenáculos, recuerdan los consejos de El Conde Lucanor para su nieto Fernando III, para la sociedad caballeresca de la Edad Media que se asomaba a los tiempos modernos, y parecía que la habilidad y la fortuna se sobreponían a la energía y el valor, porque las ciudades se alejaban de la guerra, les otorgaban más beneficios y les daban un nuevo estilo a la vida social.
La buena literatura motiva el cambio. Vargas Llosa, aquella noche limeña convocada por la Comunidad Europea, recordó que: “La literatura crea fraternidad dentro de la diversidad humana y eclipsa las fronteras que erigen otros hombres y mujeres la ignorancia, las ideologías, las religiones, los idiomas y la estupidez”.
El Nobel ya no es un aldeano. En términos políticos viene de la izquierda, es un ultraliberal converso, quien se muestra huraño y temeroso frente a los que exigen en serio reformas del Estado, porque el “libre mercado” en una democracia tradicional no tiene respuestas para atender las demandas de las mayorías. Los dogmas del Estado todo poderoso y del “mercado” como único instrumento para alcanzar la equidad, siguen siendo excluyentes y perversos con millones de seres, empezando por la niñez.
Lula y su sucesora Dilma Rousseff, en Brasil; Rafael Correa, en el Ecuador; Evo Morales, en Bolivia; Cristina Kichner, en Argentina; José Mujica, en Uruguay, formados en el socialismo, han optado por modelos económicos equilibrados, modernos y no dogmáticos, y van construyendo estructuras vitales y coherentes. Igual sucede con los gobiernos de Paraguay, Venezuela, Nicaragua, México, Guatemala y Costa Rica donde crecen los movimientos que cuestionan las limitaciones del “libre” mercado para atender las necesidades de las mayorías.
En el Perú, los electores se van agrupando entre los que prefieren la profundización del neoliberalismo y otro que defiende el modelo democrático con capacidad de corregir el abuso de las grandes empresas, donde los derechos del consumidor son violentados todos los días, y los “organismos reguladores” son simples dependencias de las directorios del gran capital que actúan “en segunda instancia” frente a un reclamo concreto.
Ya José Martí, con mucha ironía y claridad caracterizó al ciudadano conservador como aquel “aldeano vanidoso que cree que el mundo es su aldea y que su futuro reside en enamorar y quitar la novia al vecino”. Y para quienes suelen destacar su descendencia extranjera, el apellido como signo de distinción, el mexicano Octavio Paz afirma que “todos los latinoamericanos mestizos somos hijos del barco” que en un momento de la historia vino de ultramar.
Raúl Porras Barnechea con "El río, el puente y la alameda", Salazar Bondy con “Lima la horrible” y más reciente Alicia del Aguila, con “Los otros rostros de la noche”, nos hablan de la ciudad fraccionada, que va construyendo su integración de manera muy lenta y caprichosa.
En las capitales del sur del Río Bravo aún subsisten facetas variopintas de cómo reconocer a sus mejores representantes del arte y la cultura. Los pueblos del Perú quisieran que Vargas Llosa participe directamente en auditorios de las provincias, en los escenarios que motivaron lo que él llama “ficciones” de los pueblos indígenas, en su novela “Utopía Arcaica”, sobre el pensamiento de José María Arguedas.
Con una visión más amplia, Vargas Llosa ahora destaca la importancia y el valor de su país en la versión arguediana de “Todas las sangre” no como una propuesta que alienta el nacionalismo sino la inclusión y reconocimiento de la pluralidad cultural. El autor de “La guerra del fin del mundo”, reconoce que si bien el Perú crece y se integra a la economía internacional, persisten los prejuicios profundamente arraigados que tienen que ver con esa forma tan primaria de concebir la realidad, que es el “nacionalismo”.
Por cierto el pensamiento nacionalista persiste porque “traer el mundo a tu mundo” implica superar la pobreza estructural de las grandes mayorías, de las poblaciones indígenas, de esas “sangres” que no disfrutan del progreso, ni de una buena educación en su lengua aborigen y que no son tratadas ni reconocidas en términos similares a los que se consideran herederos dogmáticos de la cultura “occidental y cristiana”.
El dogma se presenta como panacea de la civilización, mientras se boicotea la descentralización, se distraen los presupuestos para la educación de calidad, se ocultan políticas anticorrupción para acabar con el narcopoder y sus consecuencias visibles no solo en los países productores de coca sino, contradictoriamente, entre los ultraliberales, que rechazan el “libre mercado” como el camino para atacar la comercialización de la cocaína y derivados.
Por ello, en estos tiempos electorales, en los ambientes juveniles que gustan del cine, del canto, del teatro, de la pintura, de la buena lectura y otras artes, siempre es recordado Bertold Brecht, aquel rebelde, cuestionador de las normas de su tiempo, cuando dice: “El peor analfabeto es el candidato político. No oye, no habla, no participa de los acontecimientos políticos. No sabe del costo de la vida, el precio de los frijoles, del pan, de la harina, del vestido, del zapato y de los remedios, dependen de decisiones políticas. El analfabeto político es tan burro que se enorgullece y ensancha el pecho diciendo que odia la política. No sabe que de su ignorancia política nace la prostituta, el menor abandonado y el peor de todos los bandidos que es el político corrupto, mequetrefe y lacayo de las empresas nacionales y multinacionales”.
La globalización en las comarcas latinoamericanas tiene diversos matices, desde el atavismo más insólito hasta la confusión de libertad de mercado con desactivación del Estado.
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| Músicos de Huamalíes, Foto Malon Barash |
El pintor Fernando Szyszlo reveló haber recuperado de la chaqueta de gala alquilada, las tarjetas de crédito y algunos cientos de euros olvidados en los bolsillos del frac, y que le fueron devueltos a su casa de Barranco, por la cónsul peruana, quien nunca antes en su vida había organizado reuniones de tan grande dimensión, menos aún en la sede diplomática del Perú en Suecia.
El Ministro de Cultura, Juan Ossio, llegó a Estocolmo sin maletas, al igual que otras decenas de viajeros, y tuvo que comprarse un terno y otras prendas, y sobre todo unirse a las tareas que la diplomacia peruana tenía que asumir en esos días; en tanto avanzaban las horas de la ceremonia central no terminaba de abotonarse la camisa del smoking, también alquilado.
Beatriz Merino, Defensora del Pueblo, puso en jaque al Nobel, declarado hincha del Club Universitario de Deportes, cuando lo sorprendió con una camiseta del equipo Alianza Lima, solicitándole ser más permeable con la democracia futbolística.
El Director de la más grande emisora del Perú, Radio Programas, periodista Raúl Vargas, conductor del conversatorio, rompió el calor en la aldea, pidiéndole a Vargas Llosa un comentario sobre su condición de latinoamericano en un contexto de universalización de las costumbres y conocimientos.
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| García Márquez y Varvas Llosa en Lima |
No obstante lo anecdótico de esa convocatoria en la sede diplomática de Lima, los sectores laborales y estudiantiles de las universidades nacionales, consideran que la mayor riqueza de los debates y exposiciones de intelectuales como Vargas Llosa podrían ser mucho más productivos en ambientes abiertos y con intervención directa de los asistentes, porque los formatos de los medios de comunicación tradicionales no siempre representar el sentir ni el interés de los grandes colectivos de la sociedad.
En el Perú, en vísperas de las elecciones generales para renovar al presidente de la República, congresistas nacionales y del Grupo Andino, algunos candidatos de los once partidos políticos que participan hablan de falta de “identidad nacional” como una generalidad vacía.
Lo cierto es que se considera como algo normal las vigentes conductas y costumbres coloniales, como “Las tapadas” que maltratan a las mujeres trabajadoras, de una Lima excluyente que desprecia al torbellino de migrantes andinos. Actitudes de ese tipo son lesivas a la unidad de un país y tienen que ver con un profundo desconocimiento o desprecio a las diferentes culturas que tiene el Perú.
Poco o nada se dice de lo que son las culturas Aimara y Quechua, del Altiplano, que han volcado su creatividad a todo el sur del país; de la Huanca, en Junín, que abastece de alimentos frescos a la Lima metropolitana; de la Wari, Mochica - Chimú, que construyen en el norte nuevos y sólidos destinos turísticos para seguir conservando el santuario Machu Picchu.
O de las poblaciones nativas que a lo largo de siglos protegen la reserva biológica que contiene más de la mitad de la farmacopea del mundo, pero que sectores de la gran minería formal avalan las dragas para extraer el oro de Madre de Dios, violando leyes ambientales y con el vil trabajo de familias enteras con sus niños que no van a la escuela y que crecen intoxicados con el agua infectada con mercurio y azogue. El ejemplo más patético es el de la empresa Doe Run (Ciervo que corre) en La Oroya, que se burló del Estado liberal, se fue del país dejando sin trabajo a tres mil obreros con altos índices de plomo en la sangre y pulmones, y ahora trata de volver porque habría encontrado una rica veta de cobre en una mina cercana.
Las poblaciones van despertando y con prisa frente a los retos de la globalización, pero en las ciudades capitales, regionales y provinciales también subsisten gente conservadora que vive de un pasado inexistente y excluyente.
Los debates económicos y culturales en cenáculos, recuerdan los consejos de El Conde Lucanor para su nieto Fernando III, para la sociedad caballeresca de la Edad Media que se asomaba a los tiempos modernos, y parecía que la habilidad y la fortuna se sobreponían a la energía y el valor, porque las ciudades se alejaban de la guerra, les otorgaban más beneficios y les daban un nuevo estilo a la vida social.
La buena literatura motiva el cambio. Vargas Llosa, aquella noche limeña convocada por la Comunidad Europea, recordó que: “La literatura crea fraternidad dentro de la diversidad humana y eclipsa las fronteras que erigen otros hombres y mujeres la ignorancia, las ideologías, las religiones, los idiomas y la estupidez”.
El Nobel ya no es un aldeano. En términos políticos viene de la izquierda, es un ultraliberal converso, quien se muestra huraño y temeroso frente a los que exigen en serio reformas del Estado, porque el “libre mercado” en una democracia tradicional no tiene respuestas para atender las demandas de las mayorías. Los dogmas del Estado todo poderoso y del “mercado” como único instrumento para alcanzar la equidad, siguen siendo excluyentes y perversos con millones de seres, empezando por la niñez.
Lula y su sucesora Dilma Rousseff, en Brasil; Rafael Correa, en el Ecuador; Evo Morales, en Bolivia; Cristina Kichner, en Argentina; José Mujica, en Uruguay, formados en el socialismo, han optado por modelos económicos equilibrados, modernos y no dogmáticos, y van construyendo estructuras vitales y coherentes. Igual sucede con los gobiernos de Paraguay, Venezuela, Nicaragua, México, Guatemala y Costa Rica donde crecen los movimientos que cuestionan las limitaciones del “libre” mercado para atender las necesidades de las mayorías.
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| Centro Histórico de Lima |
Ya José Martí, con mucha ironía y claridad caracterizó al ciudadano conservador como aquel “aldeano vanidoso que cree que el mundo es su aldea y que su futuro reside en enamorar y quitar la novia al vecino”. Y para quienes suelen destacar su descendencia extranjera, el apellido como signo de distinción, el mexicano Octavio Paz afirma que “todos los latinoamericanos mestizos somos hijos del barco” que en un momento de la historia vino de ultramar.
Raúl Porras Barnechea con "El río, el puente y la alameda", Salazar Bondy con “Lima la horrible” y más reciente Alicia del Aguila, con “Los otros rostros de la noche”, nos hablan de la ciudad fraccionada, que va construyendo su integración de manera muy lenta y caprichosa.
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| Ollanta Humala, Candidato de Gana Perú |
Con una visión más amplia, Vargas Llosa ahora destaca la importancia y el valor de su país en la versión arguediana de “Todas las sangre” no como una propuesta que alienta el nacionalismo sino la inclusión y reconocimiento de la pluralidad cultural. El autor de “La guerra del fin del mundo”, reconoce que si bien el Perú crece y se integra a la economía internacional, persisten los prejuicios profundamente arraigados que tienen que ver con esa forma tan primaria de concebir la realidad, que es el “nacionalismo”.
Por cierto el pensamiento nacionalista persiste porque “traer el mundo a tu mundo” implica superar la pobreza estructural de las grandes mayorías, de las poblaciones indígenas, de esas “sangres” que no disfrutan del progreso, ni de una buena educación en su lengua aborigen y que no son tratadas ni reconocidas en términos similares a los que se consideran herederos dogmáticos de la cultura “occidental y cristiana”.
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| Alejandro Toledo, Perú Posible |
Por ello, en estos tiempos electorales, en los ambientes juveniles que gustan del cine, del canto, del teatro, de la pintura, de la buena lectura y otras artes, siempre es recordado Bertold Brecht, aquel rebelde, cuestionador de las normas de su tiempo, cuando dice: “El peor analfabeto es el candidato político. No oye, no habla, no participa de los acontecimientos políticos. No sabe del costo de la vida, el precio de los frijoles, del pan, de la harina, del vestido, del zapato y de los remedios, dependen de decisiones políticas. El analfabeto político es tan burro que se enorgullece y ensancha el pecho diciendo que odia la política. No sabe que de su ignorancia política nace la prostituta, el menor abandonado y el peor de todos los bandidos que es el político corrupto, mequetrefe y lacayo de las empresas nacionales y multinacionales”.
sábado, 19 de marzo de 2011
5 IDEAS PARA LIMA, INVITACION DE ARGENPRESS
http://cultural.argenpress.info/2011/03/5-ideas-para-el-centro-historico-de.html
Jorge Zavaleta Alegre (Desde Lima, Perú. Especial para ARGENPRESS CULTURAL)
La exposición estará abierta un mes, desde el 21 de Marzo, en la Galería del Colegio de Arquitectos del Perú.
En “Las ciudades invisibles”, como escribe Italo Calvino, no se encuentran ciudades reconocibles. Hay personas, personajes históricos, héroes de la mitología; las cuatro estaciones, paisajes, tristezas, alegrías, humores, y reflexiones. Todo termina por transformarse en imágenes de ciudades.
Jorge Zavaleta Alegre (Desde Lima, Perú. Especial para ARGENPRESS CULTURAL)
La exposición estará abierta un mes, desde el 21 de Marzo, en la Galería del Colegio de Arquitectos del Perú.
En “Las ciudades invisibles”, como escribe Italo Calvino, no se encuentran ciudades reconocibles. Hay personas, personajes históricos, héroes de la mitología; las cuatro estaciones, paisajes, tristezas, alegrías, humores, y reflexiones. Todo termina por transformarse en imágenes de ciudades.
jueves, 17 de marzo de 2011
DIALOGOS DESDE ESTOCOLMO Y EL PERU DE ARGUEDAS
http://www.elperuano.pe/Edicion/noticia.aspx?key=Z3DxTkP9EY8%3DJorge Zavaleta Alegre Periodista
La Unión Europea y la Cámara Nórdica organizaron en Lima un encuentro entre Mario Vargas Llosa y cuatro de sus más cercanos amigos, para contar, con pequeñas anécdotas, lo ocurrido en Estocolmo, antes y después de la entrega del Nobel de Literatura 2010 por la Academia Sueca. Escuchaban atentos los más notorios personajes de la Ciudad de los Virreyes. El pintor Fernando de Szyszlo reveló haber recuperado de la chaqueta de gala alquilada, las tarjetas de crédito y algunos cientos de euros olvidados en los bolsillos del frac, y que le fueron devueltos en su casa de Barranco, por la cónsul peruana, quien nunca antes había organizado reuniones de tan grande dimensión en la sede diplomática del Perú en Suecia.
El ministro de Cultura, Juan Ossio, llegó a Estocolmo sin maletas, al igual que otras decenas de viajeros, y tuvo que comprarse un terno y otras prendas, y sobre todo unirse a las tareas que la diplomacia peruana enfrentaba en esos días; en tanto avanzaba las horas de la ceremonia central no terminaba de abotonarse la camisa especial del esmoquin, también alquilado.
Beatriz Merino, defensora del Pueblo, puso en jaque al Nobel, declarado hincha del Club Universitario de Deportes, cuando lo sorprendió con una camiseta del Alianza Lima, solicitándole ser más permeable con la democracia futbolística.
Raúl Vargas, director de Radio Programas del Perú, conductor del conversatorio, rompió el calor de la aldea, pidiéndole a MVLL un comentario sobre su condición de latinoamericano en un contexto de acelerada universalización de costumbres y conocimientos.
Mientras en Lima y otras capitales de Latinoamérica, aun subsisten facetas variopintas de cómo reconocer a sus mejores representantes del arte y la cultura; en las provincias del argediano Perú Profundo, las manifestaciones artísticas tampoco se quedan, como antes, entre cuatro paredes; trascienden las fronteras nacionales, porque recogen demandas sociales comunes a otros y grandes espacios territoriales.
En agosto próximo se realizará en Bambamarca, provincia de Hualgayoc, Cajamarca, el Tercer Festival Internacional de Poesía, organizado por la Casa del Poeta Peruano de dicha ciudad.
La comisión organizadora es presidida por los poetas y escritores bambamarquinos Britaldo Tirado Medina y César Mejía Lozano, autores de una importante producción literaria y pedagógica, pues ambos son maestros rurales, "por vocación y destino".
Mejía Lozano, es fundador del grupo de teatro Ticuna, autor de diversos ensayos sobre arqueología, turismo y patrimonio monumental. Director de la revista Q'orimarca, de programas radiales Cantos del pueblo, Chaskiwawa, Peruanicemos al Perú y El Mundo de los niños y voluntario de Unicef, en su juventud, entre otras actividades.
Bambamarca, con el apoyo de sus intelectuales, va convirtiéndose en un nuevo destino turístico del circuito Nororiente peruano. Es el punto donde converge un collar de minas de oro y plata, por lo que afronta grandes expectativas de desarrollo y, a la vez, graves problemas de contaminación que reclaman urgentemente un adecuado tratamiento por parte del Estado.
El Primer Festival de Poesía de Bambamarca, en el 2008, por iniciativa de Arnulfo Vásquez Vásquez, emitió una Declaración muy interesante y suscrita por poetas de Argentina, Colombia, Chile, Ecuador, Reino Unido de España, Perú, Portugal y Venezuela.
Entre otros puntos exhortó a las autoridades regionales y nacionales para que se sirvan tomar medidas con carácter urgente, y evitar la destrucción del medio ambiente.
Asistimos en el presente siglo a nuevas conductas de la humanidad. La revolución en las comunicaciones y el milagro de la educación nos ofrecen algunas señales. Quienes conocimos Bambamarca y otros valles de Cajamarca en los años setenta, vemos que la educación rural iniciada por grandes maestros de antaño y profundizada por el obispo emérito de Cajamarca José Dammert Bellido, ya está fructificando.
La Declaración de Bambamarca expresa la innata y ancestral sabiduría ecológica que motiva la participación ciudadana. El premio literario bienal Bambamarca Voces de la Tierra, Poesía y Ensayo, sin duda dará más luces para salvar la tierra de los continuos desastres ecológicos, consecuencia del desprecio a la ciudad como morada de todos.
La Unión Europea y la Cámara Nórdica organizaron en Lima un encuentro entre Mario Vargas Llosa y cuatro de sus más cercanos amigos, para contar, con pequeñas anécdotas, lo ocurrido en Estocolmo, antes y después de la entrega del Nobel de Literatura 2010 por la Academia Sueca. Escuchaban atentos los más notorios personajes de la Ciudad de los Virreyes. El pintor Fernando de Szyszlo reveló haber recuperado de la chaqueta de gala alquilada, las tarjetas de crédito y algunos cientos de euros olvidados en los bolsillos del frac, y que le fueron devueltos en su casa de Barranco, por la cónsul peruana, quien nunca antes había organizado reuniones de tan grande dimensión en la sede diplomática del Perú en Suecia.
El ministro de Cultura, Juan Ossio, llegó a Estocolmo sin maletas, al igual que otras decenas de viajeros, y tuvo que comprarse un terno y otras prendas, y sobre todo unirse a las tareas que la diplomacia peruana enfrentaba en esos días; en tanto avanzaba las horas de la ceremonia central no terminaba de abotonarse la camisa especial del esmoquin, también alquilado.
Beatriz Merino, defensora del Pueblo, puso en jaque al Nobel, declarado hincha del Club Universitario de Deportes, cuando lo sorprendió con una camiseta del Alianza Lima, solicitándole ser más permeable con la democracia futbolística.
Raúl Vargas, director de Radio Programas del Perú, conductor del conversatorio, rompió el calor de la aldea, pidiéndole a MVLL un comentario sobre su condición de latinoamericano en un contexto de acelerada universalización de costumbres y conocimientos.
Mientras en Lima y otras capitales de Latinoamérica, aun subsisten facetas variopintas de cómo reconocer a sus mejores representantes del arte y la cultura; en las provincias del argediano Perú Profundo, las manifestaciones artísticas tampoco se quedan, como antes, entre cuatro paredes; trascienden las fronteras nacionales, porque recogen demandas sociales comunes a otros y grandes espacios territoriales.
En agosto próximo se realizará en Bambamarca, provincia de Hualgayoc, Cajamarca, el Tercer Festival Internacional de Poesía, organizado por la Casa del Poeta Peruano de dicha ciudad.
La comisión organizadora es presidida por los poetas y escritores bambamarquinos Britaldo Tirado Medina y César Mejía Lozano, autores de una importante producción literaria y pedagógica, pues ambos son maestros rurales, "por vocación y destino".
Mejía Lozano, es fundador del grupo de teatro Ticuna, autor de diversos ensayos sobre arqueología, turismo y patrimonio monumental. Director de la revista Q'orimarca, de programas radiales Cantos del pueblo, Chaskiwawa, Peruanicemos al Perú y El Mundo de los niños y voluntario de Unicef, en su juventud, entre otras actividades.
Bambamarca, con el apoyo de sus intelectuales, va convirtiéndose en un nuevo destino turístico del circuito Nororiente peruano. Es el punto donde converge un collar de minas de oro y plata, por lo que afronta grandes expectativas de desarrollo y, a la vez, graves problemas de contaminación que reclaman urgentemente un adecuado tratamiento por parte del Estado.
El Primer Festival de Poesía de Bambamarca, en el 2008, por iniciativa de Arnulfo Vásquez Vásquez, emitió una Declaración muy interesante y suscrita por poetas de Argentina, Colombia, Chile, Ecuador, Reino Unido de España, Perú, Portugal y Venezuela.
Entre otros puntos exhortó a las autoridades regionales y nacionales para que se sirvan tomar medidas con carácter urgente, y evitar la destrucción del medio ambiente.
Asistimos en el presente siglo a nuevas conductas de la humanidad. La revolución en las comunicaciones y el milagro de la educación nos ofrecen algunas señales. Quienes conocimos Bambamarca y otros valles de Cajamarca en los años setenta, vemos que la educación rural iniciada por grandes maestros de antaño y profundizada por el obispo emérito de Cajamarca José Dammert Bellido, ya está fructificando.
La Declaración de Bambamarca expresa la innata y ancestral sabiduría ecológica que motiva la participación ciudadana. El premio literario bienal Bambamarca Voces de la Tierra, Poesía y Ensayo, sin duda dará más luces para salvar la tierra de los continuos desastres ecológicos, consecuencia del desprecio a la ciudad como morada de todos.
martes, 15 de marzo de 2011
DE ESTOCOLMO A BAMBAMARCA
Jorge Zavaleta Alegre
http://www.elperuano.pe/Edicion/noticia.aspx?key=Z3DxTkP9EY8%3D
http://www.cambio16.es/
La Unión Europea y la Cámara Nórdica organizaron en Lima un encuentro entre Mario Vargas Llosa y cuatro de sus más cercanos amigos, para contar, con pequeñas anécdotas, lo ocurrido en Estocolmo, antes y después de la entrega del Nobel de Literatura 2010 por la Academia Sueca. Escuchaban atentos los más notorios personajes de la Ciudad de los virreyes.
El pintor Fernando Szyszlo reveló haber recuperado de la chaqueta de gala alquilada, las tarjetas de crédito y algunos cientos de euros olvidados en los bolsillos del frac, y que le fueron devueltos a su casa de Barranco, por la cónsul peruana, quien nunca antes en su vida había organizado reuniones de tan grande dimensión en la sede diplomática del Perú en Suecia.
El Ministro de Cultura, Juan Ossio, llegó a Estocolmo sin maletas, al igual que otras decenas de viajeros, y tuvo que comprarse un terno y otras prendas, y sobre todo unirse a las tareas que la diplomacia peruana enfrentaba en esos días; en tanto avanzaba las horas de la ceremonia central no terminaba de abotonarse la camisa especial del smoking, también alquilado.
Beatriz Merino, Defensora del Pueblo, puso en jaque al Nobel, declarado hincha del Club Universitario de Deportes, cuando lo sorprendió con una camiseta del Alianza Lima, solicitándole ser más permeable con la democracia futbolística.
Raúl Vargas, Director de Radio Programas del Perú, conductor del conversatorio, rompió el calor de la aldea, pidiéndole a MVLL un comentario sobre su condición de latinoamericano en un contexto de acelerada universalización de costumbres y conocimientos.
Mientras en Lima y otras capitales de Latinoamérica, aún subsisten facetas variopintas de cómo reconocer a sus mejores representantes del arte y la cultura; en las provincias las manifestaciones artísticas tampoco se quedan, como antes, entre cuatro paredes; trascienden las fronteras nacionales, porque recogen demandas sociales comunes a otros y grandes espacios territoriales.
En Bambamarca, en agosto próximo, se realizará el Tercer Festival Internacional de Poesía, organizado por la Casa del Poeta Peruano de Hualgayoc. La comisión organizadora es presidida por el poeta, escritor y profesor César Mejía Lozano, fundador del grupo de teatro “Ticuna”, autor de diversos ensayos sobre arqueología, turismo y patrimonio monumental. Director de la revista “Q’orimarca”, de programas radiales “Cantos del pueblo”, “Chaskiwawa”, “Peruanicemos al Perú” y “El Mundo de los niños” y voluntario de Uinicef, en su juventud, entre otras actividades.
Bambamarca, con el apoyo de sus intelectuales, va convirtiéndose en un nuevo destino turístico del circuito Noramazónico. Es el punto donde converge un collar de minas de oro y plata, en su mayor parte explotadas al margen de las leyes.
El Primer Festival de Poesía de Bambamarca, en el 2008, por iniciativa de Arnulfo Vásquez Vásquez, emitió una Declaración muy interesante y suscrita por poetas de Argentina, Colombia, Chile, Ecuador, Reino Unido de España, Perú, Portugal y Venezuela. Entre otros puntos exhortó a las autoridades regionales y nacionales para que se sirvan tomar medidas con carácter urgente, y evitar la destrucción del medio ambiente.
Asistimos en el presente siglo a nuevas conductas de la humanidad. La revolución en las comunicaciones y el milagro de la educación nos ofrecen algunas señales. Quienes conocimos Bambamarca y otros valles de Cajamarca en los años setenta, vemos que la educación rural iniciada por el obispo Dammert Bellido, arroja algunos buenos frutos.
La Declaración de Bambamarca expresa la innata sabiduría ecológica que motiva la participación ciudadana. El premio literario bienal «Bambamarca Voces de la Tierra» Poesía y Ensayo, sin duda dará más luces para salvar la tierra de los continuos desastres ecológicos, consecuencia del desprecio a la ciudad como morada de todos.
El mundo nos ofrece matices, y nuevas oportunidades de comunicación a los desherdados del hielo, a los pueblos remotos, que con talento plantean sus mejores propuestas por un mundo mejor.
http://www.elperuano.pe/Edicion/noticia.aspx?key=Z3DxTkP9EY8%3D
http://www.cambio16.es/
La Unión Europea y la Cámara Nórdica organizaron en Lima un encuentro entre Mario Vargas Llosa y cuatro de sus más cercanos amigos, para contar, con pequeñas anécdotas, lo ocurrido en Estocolmo, antes y después de la entrega del Nobel de Literatura 2010 por la Academia Sueca. Escuchaban atentos los más notorios personajes de la Ciudad de los virreyes.
El pintor Fernando Szyszlo reveló haber recuperado de la chaqueta de gala alquilada, las tarjetas de crédito y algunos cientos de euros olvidados en los bolsillos del frac, y que le fueron devueltos a su casa de Barranco, por la cónsul peruana, quien nunca antes en su vida había organizado reuniones de tan grande dimensión en la sede diplomática del Perú en Suecia.
El Ministro de Cultura, Juan Ossio, llegó a Estocolmo sin maletas, al igual que otras decenas de viajeros, y tuvo que comprarse un terno y otras prendas, y sobre todo unirse a las tareas que la diplomacia peruana enfrentaba en esos días; en tanto avanzaba las horas de la ceremonia central no terminaba de abotonarse la camisa especial del smoking, también alquilado.
Beatriz Merino, Defensora del Pueblo, puso en jaque al Nobel, declarado hincha del Club Universitario de Deportes, cuando lo sorprendió con una camiseta del Alianza Lima, solicitándole ser más permeable con la democracia futbolística.
Raúl Vargas, Director de Radio Programas del Perú, conductor del conversatorio, rompió el calor de la aldea, pidiéndole a MVLL un comentario sobre su condición de latinoamericano en un contexto de acelerada universalización de costumbres y conocimientos.
Mientras en Lima y otras capitales de Latinoamérica, aún subsisten facetas variopintas de cómo reconocer a sus mejores representantes del arte y la cultura; en las provincias las manifestaciones artísticas tampoco se quedan, como antes, entre cuatro paredes; trascienden las fronteras nacionales, porque recogen demandas sociales comunes a otros y grandes espacios territoriales.
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| Plaza de Bambamarca, sede de la Casa del Poeta Peruano |
Bambamarca, con el apoyo de sus intelectuales, va convirtiéndose en un nuevo destino turístico del circuito Noramazónico. Es el punto donde converge un collar de minas de oro y plata, en su mayor parte explotadas al margen de las leyes.
El Primer Festival de Poesía de Bambamarca, en el 2008, por iniciativa de Arnulfo Vásquez Vásquez, emitió una Declaración muy interesante y suscrita por poetas de Argentina, Colombia, Chile, Ecuador, Reino Unido de España, Perú, Portugal y Venezuela. Entre otros puntos exhortó a las autoridades regionales y nacionales para que se sirvan tomar medidas con carácter urgente, y evitar la destrucción del medio ambiente.
Asistimos en el presente siglo a nuevas conductas de la humanidad. La revolución en las comunicaciones y el milagro de la educación nos ofrecen algunas señales. Quienes conocimos Bambamarca y otros valles de Cajamarca en los años setenta, vemos que la educación rural iniciada por el obispo Dammert Bellido, arroja algunos buenos frutos.
La Declaración de Bambamarca expresa la innata sabiduría ecológica que motiva la participación ciudadana. El premio literario bienal «Bambamarca Voces de la Tierra» Poesía y Ensayo, sin duda dará más luces para salvar la tierra de los continuos desastres ecológicos, consecuencia del desprecio a la ciudad como morada de todos.
El mundo nos ofrece matices, y nuevas oportunidades de comunicación a los desherdados del hielo, a los pueblos remotos, que con talento plantean sus mejores propuestas por un mundo mejor.
domingo, 13 de marzo de 2011
Nuevos edificios son una trampa mortal, según colegio de arquitectos del Perú
http://www.diariolaprimeraperu.com/online/actualidad/nuevos-edificios-son-una-trampa-mortal_81691.html
http://elcomercio.pe/0911944/permalink/52073647
Viviendas del centro de Lima son las más vulnerables en terremotos, señala la prensa peruana.La Primera y El Comercio en sus ediciones del 12 y 13 de marzo, después del terremoto de Japón de 9.4 de la escala Richter..
La nueva decana del Colegio de Arquitectos del Perú, Shirley Chilet, exigió una intervención orgánica y más efectiva en el control de la calidad en las edificaciones, como medida de prevención ante un posible terremoto, coincidiendo con un llamado similar del Colegio de Ingenieros del Perú, que pidió se modifique la Ley 29090, que dio vida a las licencias automáticas, sin revisión del proyecto ni supervisión de la obra.
Chilet recalcó que un terremoto como el ocurrido en Japón provocaría una catástrofe de dimensiones imprevisibles en nuestro país debido a que es creciente la construcción al margen de las normas del sector competente.
Señaló que las Leyes 29990 y su reciente modificatoria trasladan la responsabilidad de la supervisión a los municipios, que en muchos casos son instituciones sin la capacidad técnica suficiente.
La decana del Colegio de Arquitectos del Perú reafirmó que la condición del Perú, de país sísmico, obliga al concurso de las diferentes entidades públicas y privadas a mejorar la acción preventiva en la construcción, siguiendo el ejemplo de países vecinos como Chile, con respecto al último terremoto ocurrido.
Mencionó que los recientes sismos de baja intensidad registrados en Ica, dejaron efectos muy serios en las viviendas. “Un terremoto como el que ha ocurrido en el Japón, sería una verdadera catástrofe”, advirtió.
También alertó que los anunciados proyectos de vivienda popular deben afinar y mejorar los sistemas de seguridad, tarea en la cual ofreció la colaboración del Colegio de Arquitectos.
La decana Chilet visitó la ciudad de Huancayo, para reunirse con las autoridades del Gobierno Regional y las municipalidades de Concepción y La Oroya a fin de trabajar conjuntamente en la seguridad de las viviendas y planear acciones para la restauración de Jauja.
http://elcomercio.pe/0911944/permalink/52073647
Viviendas del centro de Lima son las más vulnerables en terremotos, señala la prensa peruana.La Primera y El Comercio en sus ediciones del 12 y 13 de marzo, después del terremoto de Japón de 9.4 de la escala Richter..
La nueva decana del Colegio de Arquitectos del Perú, Shirley Chilet, exigió una intervención orgánica y más efectiva en el control de la calidad en las edificaciones, como medida de prevención ante un posible terremoto, coincidiendo con un llamado similar del Colegio de Ingenieros del Perú, que pidió se modifique la Ley 29090, que dio vida a las licencias automáticas, sin revisión del proyecto ni supervisión de la obra.
Chilet recalcó que un terremoto como el ocurrido en Japón provocaría una catástrofe de dimensiones imprevisibles en nuestro país debido a que es creciente la construcción al margen de las normas del sector competente.
Señaló que las Leyes 29990 y su reciente modificatoria trasladan la responsabilidad de la supervisión a los municipios, que en muchos casos son instituciones sin la capacidad técnica suficiente.
La decana del Colegio de Arquitectos del Perú reafirmó que la condición del Perú, de país sísmico, obliga al concurso de las diferentes entidades públicas y privadas a mejorar la acción preventiva en la construcción, siguiendo el ejemplo de países vecinos como Chile, con respecto al último terremoto ocurrido.
Mencionó que los recientes sismos de baja intensidad registrados en Ica, dejaron efectos muy serios en las viviendas. “Un terremoto como el que ha ocurrido en el Japón, sería una verdadera catástrofe”, advirtió.
También alertó que los anunciados proyectos de vivienda popular deben afinar y mejorar los sistemas de seguridad, tarea en la cual ofreció la colaboración del Colegio de Arquitectos.
La decana Chilet visitó la ciudad de Huancayo, para reunirse con las autoridades del Gobierno Regional y las municipalidades de Concepción y La Oroya a fin de trabajar conjuntamente en la seguridad de las viviendas y planear acciones para la restauración de Jauja.
sábado, 12 de marzo de 2011
LA CIUDAD INVISIBILE, SISMOS Y CENTROS HISTORICOS DEL PERU
Por Jorge Zavaleta Alegre
Los arquitectos del Perú expresan su solidaridad con los pueblos del Japón, afectados por el sismo de 8.9 grados en la escala de Richter, producido el 11 de marzo último.
Control de seguridad de edificaciones no puede estar solo en manos de municipalidades. Es insuficiente. Leyes vigentes son muy permeables. Un terremoto como el ocurrido en Japón, provocaría una catástrofe de dimensiones imprevisibles. Recientes sismos en Ica demuestran nuestra vulnerabilidad, dice la nueva Decana del Colegio de Arquitectos del Perú, Arq. Shirley Chilet.
Expresa su solidaridad con Japón y demanda en el Perú una intervención orgánica y más efectiva en el control de la calidad en las edificaciones, reiterando la creciente vulnerabilidad de nuestras ciudades frente al boom inmobiliario y la informalidad en las construcciones.
La nueva Decana del Colegio de Arquitectos, desde Huancayo, donde se ha reunido con algunos alcaldes y el gobierno regional, señala que en el país es creciente la construcción al margen de las normas del sector competente, pero que las Leyes 29990 y su reciente modificatoria trasladan la responsabilidad de la supervisión a los municipios, que en muchos casos son instituciones sin la capacidad técnica suficiente.
Invoca que la condición del Perú, de país sísmico obliga al concurso de las diferentes entidades públicas y privadas a mejorar la acción preventiva en la construcción, siguiendo el ejemplo de países vecinos como Chile, con respecto al último terremoto ocurrido.
Mencionó que los recientes sismos de baja intensidad registrados en Ica, han registrado efectos muy serios en las viviendas. Un terremoto como el que ha ocurrido en el Japón, sería una verdadera catástrofe.
También alertó que los anunciados proyectos de vivienda popular deben afinar y mejorar los sistemas de seguridad, tarea en la cual el Colegio de Arquitectos ofrece su colaboración técnica de manera permanente.
Shirley Chilet, en Huancayo, ha tomado contactos con el Gobierno Regional y las municipalidades de Concepción y La Oroya para trabajar conjuntamente en la seguridad de la vivienda y planear acciones para la restauración de Jauja. Las autoridades de Junín, Américo Mercado Méndez, Jesús Chipoco Hurtado y Javier García Pérez, anuncian trabajos concertados con el Colegio de Arquitectos.
--
LA CIUDAD INVISIBLE
“La recuperación de los Centro Históricos debe promover la integración de todos los pobladores”
“Arquitectos recuerdan al Congreso que está pendiente la recuperación de los concursos públicos en todas las inversiones del Estado. Visite la exposición 5 Ideas”
“Los negocios del turismo no siempre son compatibles con la conservación de la Historia”
“La Organización de Gestión de Nuevos Destinos, es un modelo que Suiza ofrece para extender el desarrollo de las urbes”
“La intervención de la Cooperación Italiana y el Centro Bartolomé de las Casas, es una buena lección en el Centro Histórico del Cusco para mejorar la vida en las viejas casonas”
La nueva decana del CAP, Arq. Shirley Chilet, considera que este concurso refuerza la demanda del gremio por el retorno de los concursos arquitectónicos en todas las grandes inversiones que realiza el Estado, iniciativa que ya fue presentada al Congreso por el anterior decano y ex ministro de Educación, Arq. Javier Sota Nadal.
“El turismo internacional en el Perú se ha duplicado en los últimos ocho años, pero aún sigue siendo pequeño el negocio con la preservación de su riqueza histórica”
---
En “Las ciudades invisibles”, como escribe Italo Calvino, no se encuentran ciudades reconocibles. Hay personas, personajes históricos, héroes de la mitología; las cuatro estaciones, paisajes, tristezas, alegrías, humores, y reflexiones. Todo termina por transformarse en imágenes de ciudades.
La inversión privada en las urbes y las proyecciones de crecimiento del turismo (22% para el 2011), son incentivos para impulsar el mejoramiento del Centro Histórico de Lima. Esta tendencia también aparece en otras ciudades de América Latina, pero no se puede reducir a los trazos urbanos de los conquistadores españoles, franceses y portugueses.
El pasado es mucho más lejano, nutrido de leyendas, mitos y costumbres. El Centro Histórico es el núcleo que no se reduce a la contemplación del pasado sino al presente y futuro. Abre las puertas a la innovación y a la integración de todos sus habitantes. La Plaza Mayor de Lima, durante los días domingo, es la mejor señal de lo que es una ciudad cosmopolita: sectores populares de origen provinciano y turistas extranjeros, comparten un mismo espacio.
Un centro histórico no es un reducido al espacio dentro de las murallas construidas por los primeros migrantes. Los museos y monumentos más importantes, revelan que Plaza Central, el Cabildo, la Iglesia y las principales residencias, necesitaban de una diversidad de servicios adyacentes. De allí que el concepto de Patrimonio Mundial, en la versión de la UNESCO, no es muy universal.
FLORENCIA
Basta citar Florencia, proclamada ciudad única en el mundo porque allí trabajaron durante seis siglos los
mejores artistas de toda Europa, que realizaron muchas obras laicas y religiosas. Florencia tuvo un papel predominante en el desarrollo de la arquitectura y pintura renacentistas, donde se conserva intacta la coherencia arquitectónica renacentista de los edificios y las calles, junto a los tradicionales talleres de artesanía.
El Centro de Lima es un creciente destino turístico. En este contexto, el reciente concurso “5 ideas para el Centro Histórico de Lima” promovido por cinco instituciones: cooperación internacional y el viceministerio de Vivienda, es una interesante iniciativa, en la que han participado arquitectos y otros artistas profesionales, y abre un abanico de oportunidades para la inversión.
El objetivo del concurso, según sus promotores, es aportar ideas creativas e innovadoras al proceso de renovación urbana, “contribuyendo a entender el centro histórico como un espacio vivo, susceptible de ser reinterpretado, enriquecido y renovado a través de nuevas propuestas y modelos de arquitectura.”
REYES Y CACIQUES
La fundación de Lima, con el nombre de Ciudad de los Reyes, no persistió porque su nombre original provendría del aymara (lima-limaq o flor amarilla) o del quechua rimaq, que significa “hablador”, por lo ruidoso de su río, el Rímac.
Desde hace 20 años, Lima es Patrimonio de la Humanidad por su originalidad y la concentración de 608 monumentos históricos construidos en la época de la presencia hispánica, especialmente dentro del espacio llamado el Damero de Pizarro. Esta es una oportunidad para recordar al arquitecto de origen vasco, Santiago Agurto, fallecido el año pasado, quien con el apoyo de un movimiento cívico, logró reemplazar el monumento a Pizarro, por una fuente de agua, con piedras traídas de canteras piuranas.
La preocupación de los arquitectos es trabajar muy de cerca con las municipalidades. Después de la barbarie senderista, el alcalde de Lima Alberto Andrade, invitó a empresas a adoptar un balcón, sin mayor éxito, porque los inversionistas aún no veían buenos negocios en el Centro de la ciudad. Prefirieron hacerlo en San Isidro o Miraflores, empezando con exclusivos restaurantes dentro de la Huaca Pucllana.
El turismo cultural urbano es un negocio que está creciendo en el mundo entero. Esta actividad no es tangencial a los sitios con valor patrimonial, sino un movimiento asociado a ellos. En Europa las ciudades históricas concentran una cuarta parte del flujo anual de turistas.
TURISMO MUNDIAL
El Perú apenas capta apenas el 1.09% del turismo del continente americano y 0.19% del turismo mundial. En los últimos ocho años se ha duplicado el número de visitantes al Perú (de uno a 2 millones aproximadamente), ha generado más divisas, estímulos para la descentralización, uso intenso de mano de obra, oportunidades empresariales, ingresos de las poblaciones locales y una mejor comprensión del exitoso modelo suizo de las OGD –Organizaciones de Gestión de Destinos.
En las Normas de Quito, documento de 1967 auspiciado por la OEA, se aprecia la salvación del patrimonio cultural como una vía para el progreso. Bajo este enfoque, diversos gobiernos planearon la recuperación de “circuitos turísticos” para unir los principales edificios monumentales en los centros históricos.
La defensa y salvaguarda del patrimonio histórico dejó de ser una tarea exclusiva del Estado y de algunos grupos filantrópicos, para convertirse en una tarea que involucra al sector privado.
Este es el momento para la inversión privada, sin olvidar las lecciones aprendidas, para no profundizar la inequidad y la desigualdad social; que en algunos casos se despoja de sus recursos naturales y culturales a las comunidades locales, quienes son vistas como obstáculo para el desarrollo del turismo.
ORDENANZA 1994
Los expertos en planeamiento urbano de la Municipalidad de Lima, consideran necesario incidir en la gestión para la no sobreexplotación del bien cultural y para recibir cientos o miles de turistas. Lima, tiene una historia de diez mil años o doce mil años, antes de la conquista española. A la llegada de los españoles esta área pertenecía al curacazgo de Lima, cuyo gobernante era Taulichusco, formando parte del gran imperio del Tahuantinsuyo. Antes de la llegada de los españoles, Taulichusco, curaca de este valle tenía su residencia en el mismo lugar que hoy ocupa este palacio.
El sentido fundamental que orienta las acciones en el uso de las edificaciones y de los espacios públicos y privados dentro del CENTRO HISTÓRICO DE LIMA, es el de la conservación, recuperación y realce de sus valores formales, históricos y culturales, en concordancia con su valor intrínseco, su significado para la Nación, su condición de Patrimonio Cultural de la Humanidad y el rol que le otorga el Plan de Desarrollo de Lima, señala en su primer artículo el Reglamento de la Administración del Centro Histórico de Lima, Ordenanza Nº 062, del 18 de agosto de 1994.
El Centro Histórico y Centro de Servicios mayor para la Metrópoli y para el país, deberá ser objeto de tratamiento urbanístico compatible con su conservación y rehabilitación reduciendo drásticamente la presión del tránsito automotor, el comercio en la vía pública, los usos incompatibles y la concentración de actividades que ocasionen su deterioro.
GANADORES DEL CONCURSO
Los inmuebles ganadores del concurso 5 Ideas son la CASA BUQUE, que plantea la intervención del inmueble como equipamiento cultural y/o vivienda colectiva. Actualmente es un edificio de vivienda en condición precaria, pues carece de condiciones de habitabilidad. Propiedad privada, ubicada en el Jr. Junín N° 975, 979, 989, 993, 999 / Jr. Cangallo N° 298, 290, 288, 286, 284, 280, 278, 276, 274, 272, 270, en los Barrios Altos. El equipo premiado: Javier Honorato Condori Tello (Perú), César Raúl Quequejana Condori (Perú)
La CASA BUQUE, en Monserrate, la propuesta consiste en el tratamiento de la fachada hacia la Av. Emancipación e intervención del inmueble como edificio de viviendas colectiva mejorando sus condiciones de habitabilidad. Su uso actual es un Edificio de vivienda, construcción precaria, carece de condiciones de habitabilidad. Propiedad privada, en el Jr. Angaraes 484 / esquina con Av. Emancipación Monserrate. Premiados: José García Calderón (Perú), Alberto Ishiyama Nieto (Perú), Gerardo Chávez Maza (Perú), Nuria Shu Yip (Perú), Elisabet Olivares Zapiain (España).
La CASA JR. JUNÍN. El proyecto busca intervenir el inmueble como vivienda de interés social. Actualmente es un edificio de vivienda en régimen de alquiler, en condición precaria, que carece de condiciones de habitabilidad. La propiedad es de la Sociedad de Beneficencia Pública de Lima. Ubicada en Jr. Junin N° 1025, 1027, 1029, 1031. Premiados: César Aníbal Carbajal Zavaleta (España), Miguel Dueñas Carbajal (España) Ing. Saavedra Chávez (España)
La CASA JR. HUÁNUCO. La propuesta es la rehabilitación del edificio existente para nuevo uso como vivienda temporal de familias beneficiarias de programas de destugurización y renovación urbana; y construcción de nuevo edificio. El edificio de vivienda se encuentra en régimen de alquiler. Carece de condiciones de habitabilidad. La Sociedad de Beneficencia Pública de Lima es la propietaria del inmueble. Se encuentra en Jr. Huánuco N° 419, 425, 427. Ganador: Rafael Antonio Ríos Mazuelos (Perú)
ANTIGUO CUARTEL SANTA CATALINA. El proyecto considera el tratamiento de patio central y áreas libres del antiguo cuartel como espacio cultural. Actualmente es un predio calificado monumento histórico, cedido en uso a la Escuela Taller de Lima. Una parte del conjunto ha sido restaurada parcialmente por la Escuela Taller de Lima y otra parte se encuentra en abandono. El Instituto Nacional de Cultura es propietario del inmueble. Se encuentra en la Avenida Nicolás de Piérola 1577. Alejandro Álvarez Blanco (España) y Jorge Rodríguez Charlón (España) son los ganadores del concurso.
BUSCANDO FINANCIAMIENTO
La lluvia de buenas ideas fue convocada por el Ministerio de Vivienda Construcción y Saneamiento – MVCS, Centro de Investigación, Documentación y Asesoría Poblacional – CIDAP, Sociedad de Beneficencia de Lima Metropolitana – SBLM, Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo – AECID, World Monuments Fund y el ahora Ministerio de Cultura.
El jurado estuvo integrado por 4 representantes de las instituciones convocantes y 1 representante de los concursantes, escogido por votación en la ficha de inscripción. En el concurso participaron profesionales vinculados con la arquitectura, las artes plásticas y el diseño del Perú, España, Francia, Chile y Ecuador, entre otros.
El viceministerio de Vivienda informa que este sector participa en la recuperación de los inmuebles del Centro Histórico de Lima, pero al mismo tiempo da cuenta de la necesidad de asegurar fuentes de financiamiento: “con buenas propuestas y la participación de estudiantes y profesionales podemos colaborar con el bienestar de nuestra ciudad. Hay que materializar e implementar los buenos proyectos con presupuesto que podrían salir del ministerio, del municipio de Lima o de la Beneficencia”.
Desde el próximo 21 de marzo, las 5 Ideas estarán en el Colegio de Arquitectos del Perú, en la Avda. San Felipe.
Los arquitectos del Perú expresan su solidaridad con los pueblos del Japón, afectados por el sismo de 8.9 grados en la escala de Richter, producido el 11 de marzo último.
Control de seguridad de edificaciones no puede estar solo en manos de municipalidades. Es insuficiente. Leyes vigentes son muy permeables. Un terremoto como el ocurrido en Japón, provocaría una catástrofe de dimensiones imprevisibles. Recientes sismos en Ica demuestran nuestra vulnerabilidad, dice la nueva Decana del Colegio de Arquitectos del Perú, Arq. Shirley Chilet.
Expresa su solidaridad con Japón y demanda en el Perú una intervención orgánica y más efectiva en el control de la calidad en las edificaciones, reiterando la creciente vulnerabilidad de nuestras ciudades frente al boom inmobiliario y la informalidad en las construcciones.
La nueva Decana del Colegio de Arquitectos, desde Huancayo, donde se ha reunido con algunos alcaldes y el gobierno regional, señala que en el país es creciente la construcción al margen de las normas del sector competente, pero que las Leyes 29990 y su reciente modificatoria trasladan la responsabilidad de la supervisión a los municipios, que en muchos casos son instituciones sin la capacidad técnica suficiente.
Invoca que la condición del Perú, de país sísmico obliga al concurso de las diferentes entidades públicas y privadas a mejorar la acción preventiva en la construcción, siguiendo el ejemplo de países vecinos como Chile, con respecto al último terremoto ocurrido.
Mencionó que los recientes sismos de baja intensidad registrados en Ica, han registrado efectos muy serios en las viviendas. Un terremoto como el que ha ocurrido en el Japón, sería una verdadera catástrofe.
También alertó que los anunciados proyectos de vivienda popular deben afinar y mejorar los sistemas de seguridad, tarea en la cual el Colegio de Arquitectos ofrece su colaboración técnica de manera permanente.
Shirley Chilet, en Huancayo, ha tomado contactos con el Gobierno Regional y las municipalidades de Concepción y La Oroya para trabajar conjuntamente en la seguridad de la vivienda y planear acciones para la restauración de Jauja. Las autoridades de Junín, Américo Mercado Méndez, Jesús Chipoco Hurtado y Javier García Pérez, anuncian trabajos concertados con el Colegio de Arquitectos.
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LA CIUDAD INVISIBLE
“La recuperación de los Centro Históricos debe promover la integración de todos los pobladores”
“Arquitectos recuerdan al Congreso que está pendiente la recuperación de los concursos públicos en todas las inversiones del Estado. Visite la exposición 5 Ideas”
“Los negocios del turismo no siempre son compatibles con la conservación de la Historia”
“La Organización de Gestión de Nuevos Destinos, es un modelo que Suiza ofrece para extender el desarrollo de las urbes”
“La intervención de la Cooperación Italiana y el Centro Bartolomé de las Casas, es una buena lección en el Centro Histórico del Cusco para mejorar la vida en las viejas casonas”
La nueva decana del CAP, Arq. Shirley Chilet, considera que este concurso refuerza la demanda del gremio por el retorno de los concursos arquitectónicos en todas las grandes inversiones que realiza el Estado, iniciativa que ya fue presentada al Congreso por el anterior decano y ex ministro de Educación, Arq. Javier Sota Nadal.
“El turismo internacional en el Perú se ha duplicado en los últimos ocho años, pero aún sigue siendo pequeño el negocio con la preservación de su riqueza histórica”
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En “Las ciudades invisibles”, como escribe Italo Calvino, no se encuentran ciudades reconocibles. Hay personas, personajes históricos, héroes de la mitología; las cuatro estaciones, paisajes, tristezas, alegrías, humores, y reflexiones. Todo termina por transformarse en imágenes de ciudades.
La inversión privada en las urbes y las proyecciones de crecimiento del turismo (22% para el 2011), son incentivos para impulsar el mejoramiento del Centro Histórico de Lima. Esta tendencia también aparece en otras ciudades de América Latina, pero no se puede reducir a los trazos urbanos de los conquistadores españoles, franceses y portugueses.
El pasado es mucho más lejano, nutrido de leyendas, mitos y costumbres. El Centro Histórico es el núcleo que no se reduce a la contemplación del pasado sino al presente y futuro. Abre las puertas a la innovación y a la integración de todos sus habitantes. La Plaza Mayor de Lima, durante los días domingo, es la mejor señal de lo que es una ciudad cosmopolita: sectores populares de origen provinciano y turistas extranjeros, comparten un mismo espacio.
Un centro histórico no es un reducido al espacio dentro de las murallas construidas por los primeros migrantes. Los museos y monumentos más importantes, revelan que Plaza Central, el Cabildo, la Iglesia y las principales residencias, necesitaban de una diversidad de servicios adyacentes. De allí que el concepto de Patrimonio Mundial, en la versión de la UNESCO, no es muy universal.
FLORENCIA
Basta citar Florencia, proclamada ciudad única en el mundo porque allí trabajaron durante seis siglos los
mejores artistas de toda Europa, que realizaron muchas obras laicas y religiosas. Florencia tuvo un papel predominante en el desarrollo de la arquitectura y pintura renacentistas, donde se conserva intacta la coherencia arquitectónica renacentista de los edificios y las calles, junto a los tradicionales talleres de artesanía.
El Centro de Lima es un creciente destino turístico. En este contexto, el reciente concurso “5 ideas para el Centro Histórico de Lima” promovido por cinco instituciones: cooperación internacional y el viceministerio de Vivienda, es una interesante iniciativa, en la que han participado arquitectos y otros artistas profesionales, y abre un abanico de oportunidades para la inversión.
El objetivo del concurso, según sus promotores, es aportar ideas creativas e innovadoras al proceso de renovación urbana, “contribuyendo a entender el centro histórico como un espacio vivo, susceptible de ser reinterpretado, enriquecido y renovado a través de nuevas propuestas y modelos de arquitectura.”
REYES Y CACIQUES
La fundación de Lima, con el nombre de Ciudad de los Reyes, no persistió porque su nombre original provendría del aymara (lima-limaq o flor amarilla) o del quechua rimaq, que significa “hablador”, por lo ruidoso de su río, el Rímac.
Desde hace 20 años, Lima es Patrimonio de la Humanidad por su originalidad y la concentración de 608 monumentos históricos construidos en la época de la presencia hispánica, especialmente dentro del espacio llamado el Damero de Pizarro. Esta es una oportunidad para recordar al arquitecto de origen vasco, Santiago Agurto, fallecido el año pasado, quien con el apoyo de un movimiento cívico, logró reemplazar el monumento a Pizarro, por una fuente de agua, con piedras traídas de canteras piuranas.
La preocupación de los arquitectos es trabajar muy de cerca con las municipalidades. Después de la barbarie senderista, el alcalde de Lima Alberto Andrade, invitó a empresas a adoptar un balcón, sin mayor éxito, porque los inversionistas aún no veían buenos negocios en el Centro de la ciudad. Prefirieron hacerlo en San Isidro o Miraflores, empezando con exclusivos restaurantes dentro de la Huaca Pucllana.
El turismo cultural urbano es un negocio que está creciendo en el mundo entero. Esta actividad no es tangencial a los sitios con valor patrimonial, sino un movimiento asociado a ellos. En Europa las ciudades históricas concentran una cuarta parte del flujo anual de turistas.
TURISMO MUNDIAL
El Perú apenas capta apenas el 1.09% del turismo del continente americano y 0.19% del turismo mundial. En los últimos ocho años se ha duplicado el número de visitantes al Perú (de uno a 2 millones aproximadamente), ha generado más divisas, estímulos para la descentralización, uso intenso de mano de obra, oportunidades empresariales, ingresos de las poblaciones locales y una mejor comprensión del exitoso modelo suizo de las OGD –Organizaciones de Gestión de Destinos.
En las Normas de Quito, documento de 1967 auspiciado por la OEA, se aprecia la salvación del patrimonio cultural como una vía para el progreso. Bajo este enfoque, diversos gobiernos planearon la recuperación de “circuitos turísticos” para unir los principales edificios monumentales en los centros históricos.
La defensa y salvaguarda del patrimonio histórico dejó de ser una tarea exclusiva del Estado y de algunos grupos filantrópicos, para convertirse en una tarea que involucra al sector privado.
Este es el momento para la inversión privada, sin olvidar las lecciones aprendidas, para no profundizar la inequidad y la desigualdad social; que en algunos casos se despoja de sus recursos naturales y culturales a las comunidades locales, quienes son vistas como obstáculo para el desarrollo del turismo.
ORDENANZA 1994
Los expertos en planeamiento urbano de la Municipalidad de Lima, consideran necesario incidir en la gestión para la no sobreexplotación del bien cultural y para recibir cientos o miles de turistas. Lima, tiene una historia de diez mil años o doce mil años, antes de la conquista española. A la llegada de los españoles esta área pertenecía al curacazgo de Lima, cuyo gobernante era Taulichusco, formando parte del gran imperio del Tahuantinsuyo. Antes de la llegada de los españoles, Taulichusco, curaca de este valle tenía su residencia en el mismo lugar que hoy ocupa este palacio.
El sentido fundamental que orienta las acciones en el uso de las edificaciones y de los espacios públicos y privados dentro del CENTRO HISTÓRICO DE LIMA, es el de la conservación, recuperación y realce de sus valores formales, históricos y culturales, en concordancia con su valor intrínseco, su significado para la Nación, su condición de Patrimonio Cultural de la Humanidad y el rol que le otorga el Plan de Desarrollo de Lima, señala en su primer artículo el Reglamento de la Administración del Centro Histórico de Lima, Ordenanza Nº 062, del 18 de agosto de 1994.
El Centro Histórico y Centro de Servicios mayor para la Metrópoli y para el país, deberá ser objeto de tratamiento urbanístico compatible con su conservación y rehabilitación reduciendo drásticamente la presión del tránsito automotor, el comercio en la vía pública, los usos incompatibles y la concentración de actividades que ocasionen su deterioro.
GANADORES DEL CONCURSO
Los inmuebles ganadores del concurso 5 Ideas son la CASA BUQUE, que plantea la intervención del inmueble como equipamiento cultural y/o vivienda colectiva. Actualmente es un edificio de vivienda en condición precaria, pues carece de condiciones de habitabilidad. Propiedad privada, ubicada en el Jr. Junín N° 975, 979, 989, 993, 999 / Jr. Cangallo N° 298, 290, 288, 286, 284, 280, 278, 276, 274, 272, 270, en los Barrios Altos. El equipo premiado: Javier Honorato Condori Tello (Perú), César Raúl Quequejana Condori (Perú)
La CASA BUQUE, en Monserrate, la propuesta consiste en el tratamiento de la fachada hacia la Av. Emancipación e intervención del inmueble como edificio de viviendas colectiva mejorando sus condiciones de habitabilidad. Su uso actual es un Edificio de vivienda, construcción precaria, carece de condiciones de habitabilidad. Propiedad privada, en el Jr. Angaraes 484 / esquina con Av. Emancipación Monserrate. Premiados: José García Calderón (Perú), Alberto Ishiyama Nieto (Perú), Gerardo Chávez Maza (Perú), Nuria Shu Yip (Perú), Elisabet Olivares Zapiain (España).
La CASA JR. JUNÍN. El proyecto busca intervenir el inmueble como vivienda de interés social. Actualmente es un edificio de vivienda en régimen de alquiler, en condición precaria, que carece de condiciones de habitabilidad. La propiedad es de la Sociedad de Beneficencia Pública de Lima. Ubicada en Jr. Junin N° 1025, 1027, 1029, 1031. Premiados: César Aníbal Carbajal Zavaleta (España), Miguel Dueñas Carbajal (España) Ing. Saavedra Chávez (España)
La CASA JR. HUÁNUCO. La propuesta es la rehabilitación del edificio existente para nuevo uso como vivienda temporal de familias beneficiarias de programas de destugurización y renovación urbana; y construcción de nuevo edificio. El edificio de vivienda se encuentra en régimen de alquiler. Carece de condiciones de habitabilidad. La Sociedad de Beneficencia Pública de Lima es la propietaria del inmueble. Se encuentra en Jr. Huánuco N° 419, 425, 427. Ganador: Rafael Antonio Ríos Mazuelos (Perú)
ANTIGUO CUARTEL SANTA CATALINA. El proyecto considera el tratamiento de patio central y áreas libres del antiguo cuartel como espacio cultural. Actualmente es un predio calificado monumento histórico, cedido en uso a la Escuela Taller de Lima. Una parte del conjunto ha sido restaurada parcialmente por la Escuela Taller de Lima y otra parte se encuentra en abandono. El Instituto Nacional de Cultura es propietario del inmueble. Se encuentra en la Avenida Nicolás de Piérola 1577. Alejandro Álvarez Blanco (España) y Jorge Rodríguez Charlón (España) son los ganadores del concurso.
BUSCANDO FINANCIAMIENTO
La lluvia de buenas ideas fue convocada por el Ministerio de Vivienda Construcción y Saneamiento – MVCS, Centro de Investigación, Documentación y Asesoría Poblacional – CIDAP, Sociedad de Beneficencia de Lima Metropolitana – SBLM, Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo – AECID, World Monuments Fund y el ahora Ministerio de Cultura.
El jurado estuvo integrado por 4 representantes de las instituciones convocantes y 1 representante de los concursantes, escogido por votación en la ficha de inscripción. En el concurso participaron profesionales vinculados con la arquitectura, las artes plásticas y el diseño del Perú, España, Francia, Chile y Ecuador, entre otros.
El viceministerio de Vivienda informa que este sector participa en la recuperación de los inmuebles del Centro Histórico de Lima, pero al mismo tiempo da cuenta de la necesidad de asegurar fuentes de financiamiento: “con buenas propuestas y la participación de estudiantes y profesionales podemos colaborar con el bienestar de nuestra ciudad. Hay que materializar e implementar los buenos proyectos con presupuesto que podrían salir del ministerio, del municipio de Lima o de la Beneficencia”.
Desde el próximo 21 de marzo, las 5 Ideas estarán en el Colegio de Arquitectos del Perú, en la Avda. San Felipe.
domingo, 6 de marzo de 2011
Crece solidaridad con Biblioteca Nacional de Perú
Salvar a la Biblioteca Nacional del Perú, demanda prensa internacional desde Lima
Diario La Primera de Peú
La solidaridad con la Biblioteca Nacional aumenta cada día.
http://www.diariolaprimeraperu.com/online/especial/salvar-a-la-bilioteca_81201.html
El Peruano, Sección Opinion
http://www.elperuano.com.pe/edicion/noticia.aspx?key=xwkIF058qYI=
Papel de Arbol
http://papeldearbol-papeldearbol.blogspot.com/2011/03/salvar-la-biblioteca-nacional-del-peru.html
Asociacion de Amigos de la BNP
http://www.bnp.gob.pe/amigosbnp/princi.htm
El Mercurio on line
http://www.elmercuriodigital.net/2011/02/peru-la-biblioteca-nacional.html
Agencia Latinoamérica la más grande de la Región
http://cultural.argenpress.info/2011/03/la-biblioteca-nacional-responsabilidad.html
Revista cultural Cuadernos para el Diálgo, con más de 50 años de vigencia, del Grupo Cambio16
http://www.cuadernosparaeldialogo.es/en_curso/zavaleta.pdf
Diario La Primera de Peú
La solidaridad con la Biblioteca Nacional aumenta cada día.
http://www.diariolaprimeraperu.com/online/especial/salvar-a-la-bilioteca_81201.html
El Peruano, Sección Opinion
http://www.elperuano.com.pe/edicion/noticia.aspx?key=xwkIF058qYI=
Papel de Arbol
http://papeldearbol-papeldearbol.blogspot.com/2011/03/salvar-la-biblioteca-nacional-del-peru.html
Asociacion de Amigos de la BNP
http://www.bnp.gob.pe/amigosbnp/princi.htm
El Mercurio on line
http://www.elmercuriodigital.net/2011/02/peru-la-biblioteca-nacional.html
Agencia Latinoamérica la más grande de la Región
http://cultural.argenpress.info/2011/03/la-biblioteca-nacional-responsabilidad.html
Revista cultural Cuadernos para el Diálgo, con más de 50 años de vigencia, del Grupo Cambio16
http://www.cuadernosparaeldialogo.es/en_curso/zavaleta.pdf
Salvar a la Biblioteca Nacional del Perú
Jorge Zavaleta Alegre
Diario La Primera, Perú
http://www.diariolaprimeraperu.com/online/especial/salvar-a-la-bilioteca_81201.html
Para empezar, un homenaje al Papel de Amate o de Árbol, que fue el cimiento para soportar los códices mayas y mexhicas. México y Perú constituyen en América Latina los más grandes cuerpos bibliográficos porque aquí llegó primero la imprenta de Johannes Gutenberg. Pero en esta Región se construye una Biblioteca Nacional cada 100 años.
El cierre obligado durante noventa de días de la Biblioteca Nacional del Perú por el robo de libros grabados en oro de los siglos XVI y XVII, microfilmes y otros documentos de la época del virreinato, provoca la indignación de la sociedad en general, y en particular de cada uno de los miembros de la Asociación de Amigos de la Biblioteca (ABNP).
La ABNP fue creada en el 2004, por recomendación de la Unesco con el fin de promover un movimiento de solidaridad que permitiera la terminación de una nueva sede de la Biblioteca Nacional en el distrito de San Borja, última obra pública construida por concurso arquitectónico.El Colegio de Arquitectos del Perú exige respeto al Derecho de Autoría de una obra.
http://www.bnp.gob.pe/amigosbnp/princi.htm
La Campaña del Nuevo Sol, entre 2004 y 2005, para la Biblioteca generó dos hechos muy concretos: el respaldo unánime de los medios de comunicación, empezando por la Asociación de Prensa Extranjera. El dinero fue simbólico. Fue un imposible que la burocracia se organice para recorrer las calles con sus pequeñas alcancías de lata.
Lo más valioso fue corroborar el sentimiento colectivo sobre valor del libro, que está profundamente internalizado en los grandes sectores populares. Por lo tanto el latrocinio de un libro es tan grave o más aún que cualquier atentado contra los bienes tangibles –Edificaciones Monumentales-, porque las páginas de un libro constituyen el insumo de esa peligrosa intangibilidad, el conocimiento, ya no puede ser arrebatado por nadie cuando está en la mente y la conciencia de cada niño, adolescente o adulto.
Traficantes
La indignación ciudadana crece al saber de la creciente existencia de traficantes de arte que mueven grandes cantidades de dinero, desde la ubicación de los libros incunables, documentos o pergaminos, para confirmar su autenticidad, hasta el planeamiento del robo.
Podrá decirse que el diseño de la sede de la BNP ha sido alterado un tanto, porque no se ha erradicado una piscina pública, se ha construido una puerta más de ingreso y se ha tugurizado el edificio con el traslado de una parte del Ministerio de Educación.
La verdad, como informa su Director, Ramón Mujica, la crisis de la Biblioteca se da por una permanente ausencia de políticas de Estado, que margina a los bibliotecólogos, a los investigadores y a toda una burocracia no profesionalizada ni motivada. La BNP da cuenta de la desaparición de al menos 663 libros, entre ellos un incunable de Rotterdam de 1524.
Toda crisis tiene dos caras. Los candidatos a la presidencia de la República y al Congreso y al Parlamento Andino tienen ahora la oportunidad de expresar y trazar acciones políticas que nos lleven, por ejemplo, a completar el rescate de los miles de libros que la soldadesca Chilena arrebató a la Biblioteca peruana, después de incendiarla. No se trata de ninguna propuesta chauvinista, sino de entender que la globalización comercial y económica tiene sus mejores raíces en las relaciones culturales.
Las otras bibliotecas
La Biblioteca Nacional del Perú atesora más de siete millones de títulos. Desde cartas de navegación hasta tratados de quechua; desde libros con diseños modernos hasta ejemplares del siglo XV con grabados y relieves en pan de oro. La BNP, según sus tres últimos directores, Sinesio López, Hugo Neira y Ramón Mujica, ha cerrado porque ya no se puede más con el desorden, la precariedad y las mafias que de manera sistemática vienen sustrayendo los títulos más valiosos.
La BNP no tiene un registro de su patrimonio bibliográfico. Hay inventarios dispersos, pero son pocos y están desactualizados, figuran aún en el catálogo electrónico, pero que no están en los almacenes. Las cerraduras han sido forzadas, porque solo dos empleados tienen las llaves de esos ambientes reservados.
Una visita al local permite comprobar que los volúmenes se encuentran apilados sobre viejos anaqueles de metal, en un desorden fantasmal, que no se diferencia mucho de las condiciones que existían en la vetusta sede de la populosa Avenida Abancay. Algunos de estos originales también han sido arrebatados.
Lo que ocurre en la BNP se generaliza en otras bibliotecas del país. Centenas de valiosas bibliotecas en conventos y parroquias no tienen ninguna seguridad. Solo hagamos referencia a la Biblioteca de Ocopa, cerca de Jauja, lugar de donde partieron las misioneros españoles para descubrir la Amazonía.
De ese convento han desparecido ejemplares de LA PRIMERA versión de la Biblia y otros documentos sacros. Se trata de incunables, cubiertos con pieles de cuero de oveja. Esta hermosa biblioteca tiene un rústico inventario escrito a mano.
Recién el año pasado llegó una comisión de la Universidad Católica de Lima para darle un apoyo temporal, luego los miembros del Tribunal Constitucional descubrieron la bibliografía clave de siglos pasados para modernizar su organización. Pero la falta de protección subsiste.
Lecciones a aprender
Los patronatos, las asociaciones de apoyo a las bibliotecas son fundamentales. El Estado debe trabajar con ellas. La Biblioteca Pública de Nueva York, por mencionar una, tiene entre los miembros de su fundación, al presidente del diario The New York Times y empresarios e instituciones privadas de comprobada vocación social.
No es una novedad en el mundo el tráfico de libros. Hace tres años en la Biblioteca Nacional de Madrid, los ladrones se apoderaron de dos mapamundis grabados e ilustrados de la edición incunable de 1482 de la obra de Ptolomeo “Cosmografía”.
En la Universidad de Boloña, la más antigua de Europa, el tácito cuidado de sus instalaciones lo ejercen los estudiantes y la propia población, que han hecho del campus un excelente espacio integrado a la ciudad, apacible, de fácil acceso a las bibliotecas y a su sofisticada colección de planisferios y otras herramientas esenciales para comprender la complejidad de la cosmografía y del alma humana.
Jorge Zavaleta Alegre
Colaborador
Diario La Primera, Perú
http://www.diariolaprimeraperu.com/online/especial/salvar-a-la-bilioteca_81201.html
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| Ultima obra pública con concurso arquitectónico. |
El cierre obligado durante noventa de días de la Biblioteca Nacional del Perú por el robo de libros grabados en oro de los siglos XVI y XVII, microfilmes y otros documentos de la época del virreinato, provoca la indignación de la sociedad en general, y en particular de cada uno de los miembros de la Asociación de Amigos de la Biblioteca (ABNP).
La ABNP fue creada en el 2004, por recomendación de la Unesco con el fin de promover un movimiento de solidaridad que permitiera la terminación de una nueva sede de la Biblioteca Nacional en el distrito de San Borja, última obra pública construida por concurso arquitectónico.El Colegio de Arquitectos del Perú exige respeto al Derecho de Autoría de una obra.
http://www.bnp.gob.pe/amigosbnp/princi.htm
La Campaña del Nuevo Sol, entre 2004 y 2005, para la Biblioteca generó dos hechos muy concretos: el respaldo unánime de los medios de comunicación, empezando por la Asociación de Prensa Extranjera. El dinero fue simbólico. Fue un imposible que la burocracia se organice para recorrer las calles con sus pequeñas alcancías de lata.
Lo más valioso fue corroborar el sentimiento colectivo sobre valor del libro, que está profundamente internalizado en los grandes sectores populares. Por lo tanto el latrocinio de un libro es tan grave o más aún que cualquier atentado contra los bienes tangibles –Edificaciones Monumentales-, porque las páginas de un libro constituyen el insumo de esa peligrosa intangibilidad, el conocimiento, ya no puede ser arrebatado por nadie cuando está en la mente y la conciencia de cada niño, adolescente o adulto.
Traficantes
La indignación ciudadana crece al saber de la creciente existencia de traficantes de arte que mueven grandes cantidades de dinero, desde la ubicación de los libros incunables, documentos o pergaminos, para confirmar su autenticidad, hasta el planeamiento del robo.
Podrá decirse que el diseño de la sede de la BNP ha sido alterado un tanto, porque no se ha erradicado una piscina pública, se ha construido una puerta más de ingreso y se ha tugurizado el edificio con el traslado de una parte del Ministerio de Educación.
La verdad, como informa su Director, Ramón Mujica, la crisis de la Biblioteca se da por una permanente ausencia de políticas de Estado, que margina a los bibliotecólogos, a los investigadores y a toda una burocracia no profesionalizada ni motivada. La BNP da cuenta de la desaparición de al menos 663 libros, entre ellos un incunable de Rotterdam de 1524.
Toda crisis tiene dos caras. Los candidatos a la presidencia de la República y al Congreso y al Parlamento Andino tienen ahora la oportunidad de expresar y trazar acciones políticas que nos lleven, por ejemplo, a completar el rescate de los miles de libros que la soldadesca Chilena arrebató a la Biblioteca peruana, después de incendiarla. No se trata de ninguna propuesta chauvinista, sino de entender que la globalización comercial y económica tiene sus mejores raíces en las relaciones culturales.
Las otras bibliotecas
La Biblioteca Nacional del Perú atesora más de siete millones de títulos. Desde cartas de navegación hasta tratados de quechua; desde libros con diseños modernos hasta ejemplares del siglo XV con grabados y relieves en pan de oro. La BNP, según sus tres últimos directores, Sinesio López, Hugo Neira y Ramón Mujica, ha cerrado porque ya no se puede más con el desorden, la precariedad y las mafias que de manera sistemática vienen sustrayendo los títulos más valiosos.
La BNP no tiene un registro de su patrimonio bibliográfico. Hay inventarios dispersos, pero son pocos y están desactualizados, figuran aún en el catálogo electrónico, pero que no están en los almacenes. Las cerraduras han sido forzadas, porque solo dos empleados tienen las llaves de esos ambientes reservados.
Una visita al local permite comprobar que los volúmenes se encuentran apilados sobre viejos anaqueles de metal, en un desorden fantasmal, que no se diferencia mucho de las condiciones que existían en la vetusta sede de la populosa Avenida Abancay. Algunos de estos originales también han sido arrebatados.
Lo que ocurre en la BNP se generaliza en otras bibliotecas del país. Centenas de valiosas bibliotecas en conventos y parroquias no tienen ninguna seguridad. Solo hagamos referencia a la Biblioteca de Ocopa, cerca de Jauja, lugar de donde partieron las misioneros españoles para descubrir la Amazonía.
De ese convento han desparecido ejemplares de LA PRIMERA versión de la Biblia y otros documentos sacros. Se trata de incunables, cubiertos con pieles de cuero de oveja. Esta hermosa biblioteca tiene un rústico inventario escrito a mano.
Recién el año pasado llegó una comisión de la Universidad Católica de Lima para darle un apoyo temporal, luego los miembros del Tribunal Constitucional descubrieron la bibliografía clave de siglos pasados para modernizar su organización. Pero la falta de protección subsiste.
Lecciones a aprender
Los patronatos, las asociaciones de apoyo a las bibliotecas son fundamentales. El Estado debe trabajar con ellas. La Biblioteca Pública de Nueva York, por mencionar una, tiene entre los miembros de su fundación, al presidente del diario The New York Times y empresarios e instituciones privadas de comprobada vocación social.
No es una novedad en el mundo el tráfico de libros. Hace tres años en la Biblioteca Nacional de Madrid, los ladrones se apoderaron de dos mapamundis grabados e ilustrados de la edición incunable de 1482 de la obra de Ptolomeo “Cosmografía”.
En la Universidad de Boloña, la más antigua de Europa, el tácito cuidado de sus instalaciones lo ejercen los estudiantes y la propia población, que han hecho del campus un excelente espacio integrado a la ciudad, apacible, de fácil acceso a las bibliotecas y a su sofisticada colección de planisferios y otras herramientas esenciales para comprender la complejidad de la cosmografía y del alma humana.
Jorge Zavaleta Alegre
Colaborador
jueves, 3 de marzo de 2011
PAPEL DE ARBOL Y EL MERCURIO
La columna de Jorge Zavaleta en El Mercurio:
http://www.elmercuriodigital.net/search/label/JORGE%20ZAVALETA
Enviado por: "mercuriopress" mercuriopress@elmercuriodigital.es
Fecha: Mié, 2 de Mar, 2011 7:09 pm
http://www.elmercuriodigital.net/search/label/JORGE%20ZAVALETA
http://www.elmercuriodigital.net/search/label/JORGE%20ZAVALETA
Enviado por: "mercuriopress" mercuriopress@elmercuriodigital.es
Fecha: Mié, 2 de Mar, 2011 7:09 pm
http://www.elmercuriodigital.net/search/label/JORGE%20ZAVALETA
martes, 1 de marzo de 2011
EL SUEÑO DEL CELTA: LIBERTAD, JUSTICIA, RESPETO
Francisco Carranza Romero
(Desde Corea del Sur)
“El sueño del celta” (Alfaguara, Lima, 2010) la novela que fue anunciada mientras Mario Vargas Llosa recibía el Premio Nobel de Literatura, 2010, tuvo la la suerte de ser publicitada por este evento internacional que despierta el interés de la humanidad que todavía lee y que no ha caído en la mecánica actividad digital.
Una vez más, Vargas Llosa demuestra su habilidad del manejo del recurso verbal para hacernos sentir el paisaje y el clima tropical de los escenarios, y nos presenta a personajes de diferentes aspectos físicos y sicológicos que pueden merecer nuestra simpatía o rechazo. Desde el primer capítulo ya nos imaginamos al protagonista Roger Casement gozando y sufriendo según las circunstancias. Como el protagonista es un personaje histórico, el autor ha tenido que documentarse en África, Europa y América los datos históricos precisos. Gracias a este esfuerzo la novela gana la verosimilitud. Desde el inicio del relato se siente el ambiente frío, sombrío y tétrico de la prisión londinense donde el irlandés Casement espera el final del juicio al que es sometido por vivir soñando la independencia de su patria. Sus recuerdos en su celda estrecha trasladan al lector a las selvas de Congo y Perú.
Desde que catorce potencias mundiales, incluida Estados Unidos, reunidas en Berlín en 1885 se repartieran África, este continente quedó “legalmente” en las manos de los ávidos explotadores. A Leopoldo II, rey de Bélgica, le entregaron “dos milones y medio de kilómetros cuadrados del Congo y sus veinte millones de habitantes para que abriera ese territorio al comercio, aboliera la esclavitud y civilizara y cristianizara a los paganos” p. 45. Casement llega en 1903 a ese territorio que vive la triste realidad del descenso poblacional de los nativos, hecho que los funcionarios atribuyen a las plagas y a la mala alimentación. Él, después de meses, sabe la verdadera causa. “La plaga que había volatilizado a buena parte de los congolenses del Medio y Alto Congo eran la codicia, la crueldad, el caucho, la inhumanidad de un sistema, la implacable explotación de los africanos por los colonos europeos” p. 82. La verdadera plaga que mata a los africanos es la civilización europea. El angustiado Casement se pregunta como Bartolomé de las Casas en otros tiempos y lugares: “con qué derecho habían venido esos forasteros a invadirlos, explotarlos y maltratarlos?” p. 98
En 1910 llegó a Iquitos (Perú) donde también había la fiebre de1 negocio del caucho. El presidente Augusto B. Leguía había autorizado legalmente a Peruvian Amazon Company la explotación de esa riqueza sin importarle cómo la haría. Los hombres de Julio C. Arana, presidente de la compañía inglesa, cazan personas de las tribus para hacerlos trabajar en la recolección del látex; allí desaparecen los valientes que se atreven a criticar e informar, periodistas y jueces son las víctimas conocidas. Las autoridades políticas y militares son colaboradores de la empresa. Las ejecuciones y toda clase de torturas están permitidas con tal de producir más resina. Muchos indígenas tienen la marca candente en sus cuerpos. La rebelión del curaca bora Katenere fue sofocada, y el jefe Vásquez, antes de torturar y ejecutar al rebelde, violó en su presencia a su mujer. “Vásquez ordenó a gritos a los “racionales” que no le dispararan. Él mismo le sacó los ojos a Katenare con un alambre. Luego lo hizo quemar vivo, junto con la mujer, ante los indígenas de los alrededores formados en ronda” p. 221. Esos torturadores con sueldo ya no distinguen entre el bien y el mal, han perdido la condición humana, obedecen órdenes y luego cobran por lo que hacen.
Sus apuntes y denuncias de la corrupción moral difamaron a las autoridades y empresas. Por su valor en la denuncia de las atrocidades en Congo y Perú el gobierno británico le concedió el título de Sir. Sin embargo, para él, la situación colonial de Irlanda, su patria, era semejante a la de esas tribus explotadas y maltratadas. Al hablar con el amigo Herbert explica: “Los métodos de la colonización en Europa son más refinados, Herbert, pero no menos crueles” p. 388. Entonces, se une a los patriotas que luchan por la independencia de su patria. En estos esfuerzos cae en el error de estrrategia al pedir la cooperación de Alemania, enemiga de Gran Bretaña. Descubierto en sus andanzas libertarias, es capturado y juzgado como traidor porque él había servido como cónsul y había sido recibido el título de Sir. En 1916 fue ejecutado en la horca. Para justificar este hecho y opacar al héroe patriota le difamaron con datos ciertos o falsos usando sus apuntes y diarios, documentos guardados bajo la seguridad del estado. Antes de marchar a la horca entregó al sacerdote el único objeto que había conservado en la prisión, “Imitación de Cristo” de Tomás Kempis. Y, cuántes veces habría leído sentencias de fuerza espitua como ésta: “Procura que tu paz no dependa de los dichos que te rodean; pues, hablen bien o mal de ti, no por eso dejarás de ser lo que eres”.
Esta novela, fuera de las denuncias del salvaje modus operandi de los colonizadores, rescata a un defensor de los derechos humanos, defensor de los pueblos indígenas.
MVLL, con este libro, une su voz en favor del respeto que merecen los pueblos indígenas que viven según sus realidades geográficas, históricas y culturales. Es que los problemas de la primera década del siglo XX, denunciados por Casement, siguen vigentes. Los gobiernos continúan firmando documentos de venta de las riquezas naturales en los territorios donde hay seres humanos que viven desde hace siglos. Las empresas ávidas de las riquezas naturales no tienen ningún escrúpulo para apoderarse de los territorios aunque sea expulsando a los nativos. Las autoridades políticas y militares no han cambiando su modus operandi; si antes defendían a las empresas, ahora también.
(Desde Corea del Sur)
“El sueño del celta” (Alfaguara, Lima, 2010) la novela que fue anunciada mientras Mario Vargas Llosa recibía el Premio Nobel de Literatura, 2010, tuvo la la suerte de ser publicitada por este evento internacional que despierta el interés de la humanidad que todavía lee y que no ha caído en la mecánica actividad digital.
Una vez más, Vargas Llosa demuestra su habilidad del manejo del recurso verbal para hacernos sentir el paisaje y el clima tropical de los escenarios, y nos presenta a personajes de diferentes aspectos físicos y sicológicos que pueden merecer nuestra simpatía o rechazo. Desde el primer capítulo ya nos imaginamos al protagonista Roger Casement gozando y sufriendo según las circunstancias. Como el protagonista es un personaje histórico, el autor ha tenido que documentarse en África, Europa y América los datos históricos precisos. Gracias a este esfuerzo la novela gana la verosimilitud. Desde el inicio del relato se siente el ambiente frío, sombrío y tétrico de la prisión londinense donde el irlandés Casement espera el final del juicio al que es sometido por vivir soñando la independencia de su patria. Sus recuerdos en su celda estrecha trasladan al lector a las selvas de Congo y Perú.
Desde que catorce potencias mundiales, incluida Estados Unidos, reunidas en Berlín en 1885 se repartieran África, este continente quedó “legalmente” en las manos de los ávidos explotadores. A Leopoldo II, rey de Bélgica, le entregaron “dos milones y medio de kilómetros cuadrados del Congo y sus veinte millones de habitantes para que abriera ese territorio al comercio, aboliera la esclavitud y civilizara y cristianizara a los paganos” p. 45. Casement llega en 1903 a ese territorio que vive la triste realidad del descenso poblacional de los nativos, hecho que los funcionarios atribuyen a las plagas y a la mala alimentación. Él, después de meses, sabe la verdadera causa. “La plaga que había volatilizado a buena parte de los congolenses del Medio y Alto Congo eran la codicia, la crueldad, el caucho, la inhumanidad de un sistema, la implacable explotación de los africanos por los colonos europeos” p. 82. La verdadera plaga que mata a los africanos es la civilización europea. El angustiado Casement se pregunta como Bartolomé de las Casas en otros tiempos y lugares: “con qué derecho habían venido esos forasteros a invadirlos, explotarlos y maltratarlos?” p. 98
En 1910 llegó a Iquitos (Perú) donde también había la fiebre de1 negocio del caucho. El presidente Augusto B. Leguía había autorizado legalmente a Peruvian Amazon Company la explotación de esa riqueza sin importarle cómo la haría. Los hombres de Julio C. Arana, presidente de la compañía inglesa, cazan personas de las tribus para hacerlos trabajar en la recolección del látex; allí desaparecen los valientes que se atreven a criticar e informar, periodistas y jueces son las víctimas conocidas. Las autoridades políticas y militares son colaboradores de la empresa. Las ejecuciones y toda clase de torturas están permitidas con tal de producir más resina. Muchos indígenas tienen la marca candente en sus cuerpos. La rebelión del curaca bora Katenere fue sofocada, y el jefe Vásquez, antes de torturar y ejecutar al rebelde, violó en su presencia a su mujer. “Vásquez ordenó a gritos a los “racionales” que no le dispararan. Él mismo le sacó los ojos a Katenare con un alambre. Luego lo hizo quemar vivo, junto con la mujer, ante los indígenas de los alrededores formados en ronda” p. 221. Esos torturadores con sueldo ya no distinguen entre el bien y el mal, han perdido la condición humana, obedecen órdenes y luego cobran por lo que hacen.
Sus apuntes y denuncias de la corrupción moral difamaron a las autoridades y empresas. Por su valor en la denuncia de las atrocidades en Congo y Perú el gobierno británico le concedió el título de Sir. Sin embargo, para él, la situación colonial de Irlanda, su patria, era semejante a la de esas tribus explotadas y maltratadas. Al hablar con el amigo Herbert explica: “Los métodos de la colonización en Europa son más refinados, Herbert, pero no menos crueles” p. 388. Entonces, se une a los patriotas que luchan por la independencia de su patria. En estos esfuerzos cae en el error de estrrategia al pedir la cooperación de Alemania, enemiga de Gran Bretaña. Descubierto en sus andanzas libertarias, es capturado y juzgado como traidor porque él había servido como cónsul y había sido recibido el título de Sir. En 1916 fue ejecutado en la horca. Para justificar este hecho y opacar al héroe patriota le difamaron con datos ciertos o falsos usando sus apuntes y diarios, documentos guardados bajo la seguridad del estado. Antes de marchar a la horca entregó al sacerdote el único objeto que había conservado en la prisión, “Imitación de Cristo” de Tomás Kempis. Y, cuántes veces habría leído sentencias de fuerza espitua como ésta: “Procura que tu paz no dependa de los dichos que te rodean; pues, hablen bien o mal de ti, no por eso dejarás de ser lo que eres”.
Esta novela, fuera de las denuncias del salvaje modus operandi de los colonizadores, rescata a un defensor de los derechos humanos, defensor de los pueblos indígenas.
MVLL, con este libro, une su voz en favor del respeto que merecen los pueblos indígenas que viven según sus realidades geográficas, históricas y culturales. Es que los problemas de la primera década del siglo XX, denunciados por Casement, siguen vigentes. Los gobiernos continúan firmando documentos de venta de las riquezas naturales en los territorios donde hay seres humanos que viven desde hace siglos. Las empresas ávidas de las riquezas naturales no tienen ningún escrúpulo para apoderarse de los territorios aunque sea expulsando a los nativos. Las autoridades políticas y militares no han cambiando su modus operandi; si antes defendían a las empresas, ahora también.
lunes, 28 de febrero de 2011
AMERICA LATINA,por García Márquez y Vargas Llosa
Cuadernos para el Diálogo una antigua y prestigiosa revista del Grupo Cambio16, dedica en su última edición una visión de América Latina, durante un diálogo realizado en Lima, en la Facultad de Arquitectos de la centenaria Universidad Nacional de Ingenuería, en 1967. A continuación, la versión completa.
http://www.cuadernosparaeldialogo.es/en_curso/zavaleta.pdf
http://www.cuadernosparaeldialogo.es/en_curso/zavaleta.pdf
viernes, 25 de febrero de 2011
La Biblioteca Nacional, responsabilidad de todos
Jorge Zavaleta Alegre, Lima
*Hay que encontrar el soporte en las asociaciones de amigos y patronatos.
http://www.bnp.gob.pe/amigosbnp/princi.htm
Para empezar, un homenaje al Papel de Amate o de Árbol, que fue el cimiento para soportar los códices mayas y mexhicas. México y Perú constituyen en América Latina los más grandes cuerpos bibliográficos porque aquí llegó primero la imprenta de Johannes Gutenberg. Pero en esta Región se construye una Biblioteca Nacional cada 100 años.
El cierre obligado durante noventa de días de la Biblioteca Nacional del Perú por robo de libros grabados en oro de los siglos XVI y XVII, microfilmes y otros documentos de la época del virreinato, provoca la indignación de la sociedad en general, y en particular de cada uno de los miembros de la Asociación de Amigos de la Biblioteca.
La AABNP fue creada en el 2004, por recomendación de la UNESCO con el fin de promover un movimiento de solidaridad que permitiera la terminación de una nueva sede de la Biblioteca Nacional en el distrito de San Borja, última obra pública construida por concurso arquitectónico. http://www.bnp.gob.pe/amigosbnp/princi.htm
La Campaña del Nuevo Sol, entre 2004 y 2005, para la Biblioteca generó dos hechos muy concretos: el respaldo unánime de los medios de comunicación, empezando por la Asociación de Prensa Extranjera. El dinero fue simbólico. Fue un imposible que la burocracia se organice para recorrer las calles con sus pequeñas alcancías de lata.
Lo más valioso fue corroborar el sentimiento colectivo sobre valor del libro, que está profundamente internalizado en los grandes sectores populares. Por lo tanto el latrocinio de un libro es tan grave o más aún que cualquier atentado contra los bienes tangibles – Edificaciones Monumentales -, porque las páginas de un libro constituyen el insumo de esa peligrosa intangibilidad, el conocimiento, ya no puede ser arrebato por nadie cuando está en la mente y la conciencia de cada niño, adolescente o adulto.
La indignación ciudadana crece al saber de la creciente existencia de traficantes de arte que mueven grandes cantidades de dinero, desde la ubicación de los libros incunables, documentos o pergaminos, para confirmar su autenticidad, hasta el planeamiento del robo.
Podrá decirse que el diseño de la sede de la BNP ha sido alterado un tanto, porque no se ha erradicado una piscina pública, se ha construido una puerta más de ingreso y se ha tugurizado el edificio con el traslado de una parte del Ministerio de Educación. El latrocinio no es solo en la BNP. En los ultimos anos el Archivo General de la Nacion ha sido presa de la delincuencia y del descuido casi absoluto de la conservación de sus bienes.
La verdad, como informa su Director, Ramón Mujica, la crisis de la Biblioteca se da por una permanente ausencia de políticas de Estado, que margina a los bibliotecólogos, a los investigadores y a toda una burocracia no profesionalizada ni motivada. La BNP da cuenta de la desaparecieron de al menos 663 libros, entre ellos un incunable de Rotterdam de 1524.
Toda crisis tiene dos caras. Los candidatos a la presidencia de la República y al Congreso y al Parlamento Andino tienen ahora la oportunidad de expresar y trazar acciones políticas que nos lleven, por ejemplo, a rescatar originales o copias de los miles de libros que la soldadesca chilena arrebató a la Biblioteca peruana, después de incendiarla. No se trata de ninguna propuesta “chauvinista”, sino de entender que la globalización comercial y económica tiene sus mejores raíces en las relaciones culturales.
La Biblioteca Nacional del Perú atesora más de siete millones de títulos. Desde cartas de navegación hasta tratados de quechua; desde libros con diseños modernos hasta ejemplares del siglo XV con grabados y relieves en pan de oro. La BNP, según sus sucesivos directores, Sinecio López, Hugo Neira y Ramón Mujica, ha cerrado porque ya no se puede más con el desorden, la precariedad y las mafias que de manera sistemática vienen sustrayendo los títulos más valiosos.
La BNP no tiene un registro de su patrimonio bibliográfico. Hay inventarios dispersos, pero son pocos y están desactualizados, figuran aún en el catálogo electrónico, pero que no están en los almacenes. Las cerraduras han sido forzadas, porque solo dos empleados tienen las llaves de esos ambientes reservados.
Una visita al local permite comprobar que los volúmenes se encuentran apilados sobre viejos anaqueles de metal, en un desorden fantasmal, que no se diferencia mucho de las condiciones que existían en la vetusta sede de la populosa Avenida Abancay, nombre de la capital departamental donde nació José María Arguedas (Andahuaylas, 1911 - Lima 1969), el autor de Todas las Sangres y Ríos profundos. Algunos de estos originales también han sido arrebatados.
La BNP revela que hace cinco meses, que el director descubrió que en la azotea de la antigua sede, 200 manuscritos originales del mariscal Andrés Avelino Cáceres, uno de los poquísimos militares muy querido por el pueblo peruano, estaban entre la basura para ser desechados. Información interna dice que el Director no descubrió nada, sino ha tardado en reaccionar. Lo que ocurre en la BNP se generaliza en otras bibliotecas del país. Centenas de valiosas bibliotecas en conventos y parroquias no tienen ninguna seguridad. Solo hagamos referencia a la Biblioteca de Ocopa, cerca de Jauja, lugar de donde partieron las misioneros españoles para descubrir la Amazonía. De ese convento han desparecido ejemplares de la primera versión de la Biblia y otros documentos sacros. Se trata de incunables, cubiertos con pieles de cuero de oveja. Esta hermosa biblioteca tiene un rústico inventario escrito a mano. Recién el año pasado llegó una comisión de la Universidad Católica de Lima para darle un apoyo temporal, luego los miembros del Tribunal Constitucional descubrieron la bibliografía clave de siglos pasados para modernizar su organización. Pero la falta de protección subsiste.
Lecciones a aprender. Los patronatos, las asociaciones de apoyo a las bibliotecas son fundamentales. El Estado debe trabajar con ellas. La Biblioteca Pública de Nueva York, por mencionar una, tiene entre los miembros de su fundación, al presidente del diario The New York Times, empresarios e instituciones privadas de comprobada vocación social.
No es una novedad en el mundo el tráfico de libros. Hace tres años en la Biblioteca Nacional de Madrid, los ladrones se apoderaron de dos mapamundis grabados e ilustrados de la edición incunable de 1482 de la obra de Ptolomeo "Cosmografía".
En la Universidad de Boloña, la más antigua de Europa, el tácito cuidado de sus instalaciones lo ejercen los estudiantes y la propia población, que han hecho del campus un excelente espacio integrado a la ciudad, apacible, de fácil acceso a las bibliotecas, incluyendo a la sofisticada colección de planisferios y otras herramientas esenciales para comprender la complejidad de la cosmografía y la vida.
Bien vale recordar ahora esta frase: “La literatura crea fraternidad dentro de la diversidad humana y eclipsa las fronteras que erigen otros hombres y mujeres la ignorancia, las ideologías, las religiones, los idiomas y la estupidez”, ha dicho el Nobel Mario Vargas Llosa, en un reciento encuentro organizado en Lima por la Unión Europea y la Cámara Sueca, que debería repetirse en ambientes más amplios y con interlocutores de las diferentes lenguas que tiene este país, como Vargas Llosa recrea en “El Hablador o en la Casa Verde”, y que seguramente fue parte de la “cartografía de estructuras de poder y sus mordaces imágenes de la resistencia individual, sublevación y derrota”, como dice la Academia Sueca al oficializar el Nobel de Literatura 2010.
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*Hay que encontrar el soporte en las asociaciones de amigos y patronatos.
http://www.bnp.gob.pe/amigosbnp/princi.htm
Para empezar, un homenaje al Papel de Amate o de Árbol, que fue el cimiento para soportar los códices mayas y mexhicas. México y Perú constituyen en América Latina los más grandes cuerpos bibliográficos porque aquí llegó primero la imprenta de Johannes Gutenberg. Pero en esta Región se construye una Biblioteca Nacional cada 100 años.
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| BNP,última obra publica previo concurso arquitectónico |
La AABNP fue creada en el 2004, por recomendación de la UNESCO con el fin de promover un movimiento de solidaridad que permitiera la terminación de una nueva sede de la Biblioteca Nacional en el distrito de San Borja, última obra pública construida por concurso arquitectónico. http://www.bnp.gob.pe/amigosbnp/princi.htm
La Campaña del Nuevo Sol, entre 2004 y 2005, para la Biblioteca generó dos hechos muy concretos: el respaldo unánime de los medios de comunicación, empezando por la Asociación de Prensa Extranjera. El dinero fue simbólico. Fue un imposible que la burocracia se organice para recorrer las calles con sus pequeñas alcancías de lata.
Lo más valioso fue corroborar el sentimiento colectivo sobre valor del libro, que está profundamente internalizado en los grandes sectores populares. Por lo tanto el latrocinio de un libro es tan grave o más aún que cualquier atentado contra los bienes tangibles – Edificaciones Monumentales -, porque las páginas de un libro constituyen el insumo de esa peligrosa intangibilidad, el conocimiento, ya no puede ser arrebato por nadie cuando está en la mente y la conciencia de cada niño, adolescente o adulto.
La indignación ciudadana crece al saber de la creciente existencia de traficantes de arte que mueven grandes cantidades de dinero, desde la ubicación de los libros incunables, documentos o pergaminos, para confirmar su autenticidad, hasta el planeamiento del robo.
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| Sede antigua BNP en Centro Historico Lima |
La verdad, como informa su Director, Ramón Mujica, la crisis de la Biblioteca se da por una permanente ausencia de políticas de Estado, que margina a los bibliotecólogos, a los investigadores y a toda una burocracia no profesionalizada ni motivada. La BNP da cuenta de la desaparecieron de al menos 663 libros, entre ellos un incunable de Rotterdam de 1524.
Toda crisis tiene dos caras. Los candidatos a la presidencia de la República y al Congreso y al Parlamento Andino tienen ahora la oportunidad de expresar y trazar acciones políticas que nos lleven, por ejemplo, a rescatar originales o copias de los miles de libros que la soldadesca chilena arrebató a la Biblioteca peruana, después de incendiarla. No se trata de ninguna propuesta “chauvinista”, sino de entender que la globalización comercial y económica tiene sus mejores raíces en las relaciones culturales.
La Biblioteca Nacional del Perú atesora más de siete millones de títulos. Desde cartas de navegación hasta tratados de quechua; desde libros con diseños modernos hasta ejemplares del siglo XV con grabados y relieves en pan de oro. La BNP, según sus sucesivos directores, Sinecio López, Hugo Neira y Ramón Mujica, ha cerrado porque ya no se puede más con el desorden, la precariedad y las mafias que de manera sistemática vienen sustrayendo los títulos más valiosos.
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| Detrás de esta fachada, sede Archivo de la Nación |
Una visita al local permite comprobar que los volúmenes se encuentran apilados sobre viejos anaqueles de metal, en un desorden fantasmal, que no se diferencia mucho de las condiciones que existían en la vetusta sede de la populosa Avenida Abancay, nombre de la capital departamental donde nació José María Arguedas (Andahuaylas, 1911 - Lima 1969), el autor de Todas las Sangres y Ríos profundos. Algunos de estos originales también han sido arrebatados.
La BNP revela que hace cinco meses, que el director descubrió que en la azotea de la antigua sede, 200 manuscritos originales del mariscal Andrés Avelino Cáceres, uno de los poquísimos militares muy querido por el pueblo peruano, estaban entre la basura para ser desechados. Información interna dice que el Director no descubrió nada, sino ha tardado en reaccionar. Lo que ocurre en la BNP se generaliza en otras bibliotecas del país. Centenas de valiosas bibliotecas en conventos y parroquias no tienen ninguna seguridad. Solo hagamos referencia a la Biblioteca de Ocopa, cerca de Jauja, lugar de donde partieron las misioneros españoles para descubrir la Amazonía. De ese convento han desparecido ejemplares de la primera versión de la Biblia y otros documentos sacros. Se trata de incunables, cubiertos con pieles de cuero de oveja. Esta hermosa biblioteca tiene un rústico inventario escrito a mano. Recién el año pasado llegó una comisión de la Universidad Católica de Lima para darle un apoyo temporal, luego los miembros del Tribunal Constitucional descubrieron la bibliografía clave de siglos pasados para modernizar su organización. Pero la falta de protección subsiste.
Lecciones a aprender. Los patronatos, las asociaciones de apoyo a las bibliotecas son fundamentales. El Estado debe trabajar con ellas. La Biblioteca Pública de Nueva York, por mencionar una, tiene entre los miembros de su fundación, al presidente del diario The New York Times, empresarios e instituciones privadas de comprobada vocación social.
No es una novedad en el mundo el tráfico de libros. Hace tres años en la Biblioteca Nacional de Madrid, los ladrones se apoderaron de dos mapamundis grabados e ilustrados de la edición incunable de 1482 de la obra de Ptolomeo "Cosmografía".
En la Universidad de Boloña, la más antigua de Europa, el tácito cuidado de sus instalaciones lo ejercen los estudiantes y la propia población, que han hecho del campus un excelente espacio integrado a la ciudad, apacible, de fácil acceso a las bibliotecas, incluyendo a la sofisticada colección de planisferios y otras herramientas esenciales para comprender la complejidad de la cosmografía y la vida.
Bien vale recordar ahora esta frase: “La literatura crea fraternidad dentro de la diversidad humana y eclipsa las fronteras que erigen otros hombres y mujeres la ignorancia, las ideologías, las religiones, los idiomas y la estupidez”, ha dicho el Nobel Mario Vargas Llosa, en un reciento encuentro organizado en Lima por la Unión Europea y la Cámara Sueca, que debería repetirse en ambientes más amplios y con interlocutores de las diferentes lenguas que tiene este país, como Vargas Llosa recrea en “El Hablador o en la Casa Verde”, y que seguramente fue parte de la “cartografía de estructuras de poder y sus mordaces imágenes de la resistencia individual, sublevación y derrota”, como dice la Academia Sueca al oficializar el Nobel de Literatura 2010.
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miércoles, 23 de febrero de 2011
DE LOS ANDES AMAZONICOS A LOS ALPES SUIZOS
Jorge Zavaleta
°Se invertirán fondos suizos para desarrollo de biocomercio en Corredor Noramazónico del Perú.
°Cacao peruano cautiva paladares de Europa
Varios países del mundo, como Suiza están muy interesados en consumir productos saludables, naturales, y cuya producción sea respetuosa del medio ambiente. El Perú tiene este potencial.
Precisamente, el ministerio peruano de Comercio Exterior y Turismo informa que se invertirán fondos de la cooperación suiza en los programas Región Exportadora y Perú Biodiverso, cuyo fin principal es desarrollar el biocomercio en las regiones que forman el Corredor Noramazónico.
En ese corredor, conformado por ocho departamentos del Norte y la Amazonía, concurren productores, instituciones públicas y privadas, poblaciones y la cooperación Suiza a través de su Secretaría de Estado en Asuntos Económicos - SECO. El propósito que anima es trabajar en la conservación y desarrollo de la biodiversidad, con cultivos alternativos de mayor rentabilidad económica para las comunidades de menores ingresos.
Ambos programas – Región Exportadora y Perú Biodiverso - fueron presentados esta semana en la ciudad de Tarapoto, capital de la región San Martín, y beneficiarán específicamente a las regiones de Amazonas, Cajamarca, La Libertad, Lambayeque, Loreto, Piura, San Martín y Tumbes.
Viceministros de Comercio Exterior, Carlos Posada, y de Desarrollo Estratégico de los Recursos Naturales, Rosario Gómez, presidente regional de San Martín, César Villanueva, y embajadora de Suiza en Perú, Anne-Pascale Krauer, anuncian programas Región Exportadora y Perú Biodiverso. Foto: ANDINA/ Edwin Bardales
Las actividades de estos programas, según un despacho de la Agencia de noticias Andina, buscan subsanar la carencia de servicios de apoyo al comercio para empresarios y productores del Corredor Noramazónico, mediante la transferencia de modernas técnicas y herramientas de gestión de las empresas.
Región Exportadora reconoce que el valor de la Amazonía está en la biodiversidad de los ecosistemas, de la flora, la fauna y del germoplasma nativo, y el propósito es fortalecer varias cadenas de valor de agro exportación o con potencial agroexportador y un número muy importante de productores y trabajadores rurales en situaciones de pobreza.
Región Exportadora estimula el comercio de productos provenientes de la agroindustria o de la agricultura, preservando el ambiente, como el café, banano, cacao orgánico, entre otros. Y Perú Biodiverso se propone incrementar la creación y desarrollo de negocios que estén basados en el uso de la enorme biodiversidad peruana, con empresas y productores que cumplan los principios y criterios del biocomercio.
Biocomercio crecerá en 20%
La exportación de productos de biocomercio, que se caracterizan por ser nativos, producidos en comunidades y generar actividades rentables, crecería este año en aproximadamente 20%, informa el Ministerio del Ambiente. Y el viceministerio de Desarrollo Estratégico de los Recursos Naturales, precisa que estas exportaciones se concentran principalmente en 25 productos, que tienen la mayor dinámica en sus envíos, y entre los que figuran la maca, el sacha inchi, la sangre de grado y la castaña.
En 2010, el Perú registró un aumento de más de 140% en las exportaciones de productos de biocomercio con relación al año 2009, mientras que entre 2000 y 2009 hubo un aumento promedio anual de 10%. Además, las exportaciones de biocomercio sumaron US$ 128 millones de dólares y el año pasado cerraron en 310 millones.
Desde el año 2003, la cooperación Suiza - Seco, brinda asistencia técnica no reembolsable al Estado peruano para promover la diversificación de sus exportaciones y una mejor integración de las micro y pequeñas empresas (mypes) en la economía mundial, apoyo que permitirá que se produzca un aprovechamiento más equitativo de las ventajas del comercio por parte de toda la población peruana.
CHOCOLATES SUIZOS
Los chocolates suizos son elaborados con el cacao orgánico que se produce en el Perú, particularmente en la región San Martín. Suiza es reconocido por su tecnología y sus chocolates, es este último que se está convirtiendo en símbolo de intercambio comercial entre Perú y Suiza.
Nota. Suiza considera al Perú, dado su crecimiento macroeconómico de la presente década, como uno de los países prioritarios para la cooperación en el desarrollo económico. Y precia que entre los años 2010 y 2014 promoverá cuatro proyectos de cooperación en materia de comercio exterior, dos de los cuales son Región Exportadora y Perú Biodiverso.
http://elcomercio.pe/0911944/permalink/51084862
°Se invertirán fondos suizos para desarrollo de biocomercio en Corredor Noramazónico del Perú.
°Cacao peruano cautiva paladares de Europa
Varios países del mundo, como Suiza están muy interesados en consumir productos saludables, naturales, y cuya producción sea respetuosa del medio ambiente. El Perú tiene este potencial.
Precisamente, el ministerio peruano de Comercio Exterior y Turismo informa que se invertirán fondos de la cooperación suiza en los programas Región Exportadora y Perú Biodiverso, cuyo fin principal es desarrollar el biocomercio en las regiones que forman el Corredor Noramazónico.
En ese corredor, conformado por ocho departamentos del Norte y la Amazonía, concurren productores, instituciones públicas y privadas, poblaciones y la cooperación Suiza a través de su Secretaría de Estado en Asuntos Económicos - SECO. El propósito que anima es trabajar en la conservación y desarrollo de la biodiversidad, con cultivos alternativos de mayor rentabilidad económica para las comunidades de menores ingresos.
Ambos programas – Región Exportadora y Perú Biodiverso - fueron presentados esta semana en la ciudad de Tarapoto, capital de la región San Martín, y beneficiarán específicamente a las regiones de Amazonas, Cajamarca, La Libertad, Lambayeque, Loreto, Piura, San Martín y Tumbes.
Viceministros de Comercio Exterior, Carlos Posada, y de Desarrollo Estratégico de los Recursos Naturales, Rosario Gómez, presidente regional de San Martín, César Villanueva, y embajadora de Suiza en Perú, Anne-Pascale Krauer, anuncian programas Región Exportadora y Perú Biodiverso. Foto: ANDINA/ Edwin Bardales
Las actividades de estos programas, según un despacho de la Agencia de noticias Andina, buscan subsanar la carencia de servicios de apoyo al comercio para empresarios y productores del Corredor Noramazónico, mediante la transferencia de modernas técnicas y herramientas de gestión de las empresas.
Región Exportadora reconoce que el valor de la Amazonía está en la biodiversidad de los ecosistemas, de la flora, la fauna y del germoplasma nativo, y el propósito es fortalecer varias cadenas de valor de agro exportación o con potencial agroexportador y un número muy importante de productores y trabajadores rurales en situaciones de pobreza.
Región Exportadora estimula el comercio de productos provenientes de la agroindustria o de la agricultura, preservando el ambiente, como el café, banano, cacao orgánico, entre otros. Y Perú Biodiverso se propone incrementar la creación y desarrollo de negocios que estén basados en el uso de la enorme biodiversidad peruana, con empresas y productores que cumplan los principios y criterios del biocomercio.
Biocomercio crecerá en 20%
La exportación de productos de biocomercio, que se caracterizan por ser nativos, producidos en comunidades y generar actividades rentables, crecería este año en aproximadamente 20%, informa el Ministerio del Ambiente. Y el viceministerio de Desarrollo Estratégico de los Recursos Naturales, precisa que estas exportaciones se concentran principalmente en 25 productos, que tienen la mayor dinámica en sus envíos, y entre los que figuran la maca, el sacha inchi, la sangre de grado y la castaña.
En 2010, el Perú registró un aumento de más de 140% en las exportaciones de productos de biocomercio con relación al año 2009, mientras que entre 2000 y 2009 hubo un aumento promedio anual de 10%. Además, las exportaciones de biocomercio sumaron US$ 128 millones de dólares y el año pasado cerraron en 310 millones.
Desde el año 2003, la cooperación Suiza - Seco, brinda asistencia técnica no reembolsable al Estado peruano para promover la diversificación de sus exportaciones y una mejor integración de las micro y pequeñas empresas (mypes) en la economía mundial, apoyo que permitirá que se produzca un aprovechamiento más equitativo de las ventajas del comercio por parte de toda la población peruana.
CHOCOLATES SUIZOS
Los chocolates suizos son elaborados con el cacao orgánico que se produce en el Perú, particularmente en la región San Martín. Suiza es reconocido por su tecnología y sus chocolates, es este último que se está convirtiendo en símbolo de intercambio comercial entre Perú y Suiza.
Nota. Suiza considera al Perú, dado su crecimiento macroeconómico de la presente década, como uno de los países prioritarios para la cooperación en el desarrollo económico. Y precia que entre los años 2010 y 2014 promoverá cuatro proyectos de cooperación en materia de comercio exterior, dos de los cuales son Región Exportadora y Perú Biodiverso.
http://elcomercio.pe/0911944/permalink/51084862
Cuando la mosca es un modelo
Por FRANCISCO CARRANZA ROMERO*
Cayó una mosca en una olla llena de carne.
A punto de ahogarse en la salsa, exclamó para sí misma:
Comí, bebí y me bañé; puede venir la muerte,
No me importa ahora.
-ESOPO-
“Ponte mosca”, aconseja el mayor, que puede ser el padre, hermano, tío, primo o amigo al menor que todavía no sale de su cascarón, y que por eso es considerado ingenuo, inocente, sano, zanahorio.
“Ponte mosca”, grita el profesor. Entonces el niño comprende que el mismo principio rige en su casa y en
la escuela. Debe ser una verdad y una virtud ser mosca, piensa y comienza a abrir mejor los ojos y los oídos; y aprende a afinar sus reflejos como las moscas mayores.
Las moscas laicas y religiosas revolotean donde hay miel que con su olor y color las alocan. La fragante miel
dorada despierta las ambiciones, por eso zumban chocándose o esquivándose. Al final, la mosca más mosca
goza plenamente de esa rica miel. Otras moscas perdedoras, pero no resignadas, se satisfacen lamiendo felices las sobras. Si la mosca ganadora no mantiene sus antenas bien afinadas, y si no controla a las derrotadas, el banquete mosquino puede terminar en peleas o en golpes de estado
Sin embargo, las moscas no sólo gustan de la melifagia, también se deleitan de la coprofagia, por eso
revolotean emocionadas sobre el excremento. Es que la miel y el excremento son sus platos preferidos. Y si
tuvieran que optar por la miel o el excremento, con toda sinceridad y sin ningún prejuicio, optarían por el segundo plato.
Estos dípteros abundan en todas las ocupaciones y hasta en las desocupaciones. Los políticos moscas recurren, especialmente en los tiempos de las campañas electorales, a zumbidos melosos y a acrobacias para embaucar al pueblo con tal de ganar sus votos. Son moscas que cambian de colores y discursos según las circunstancias. Y el mosquerío popular se deja seducir fácilmente sin cuestionar si las promesas son compromisos.
Los periodistas moscas publicitan los actos más viles de la humanidad y hasta se convierten en acólitos
de los necróforos que viajan por el mundo como los jinetes del Apocalipsis. Hay medios de comunicación
que se alimentan golosamente de la suciedad de la sociedad.
Los negociantes moscas compran y venden sin preocuparse si los productos son benéficos o perjudiciales
a la humanidad. Ellos sólo piensan en las ganancias monetarias y no en los seres humanos.
Las moscas uniformadas capturan, torturan, matan y desaparecen a todos los que alteran el bendito statu
quo. Ellas no se responsabilizan de sus actos. “Cumplimos las órdenes superiores”, se justifican. Ergo, no
están preparadas para juzgar las órdenes. Lo que les importa es que les paguen bien por cumplir las órdenes
y que los asciendan pronto. Los escribidores moscas zumban alrededor de los palacios tratando de agradar a los jerarcas con sus zumbidos y acrobacias verbales. Es que están hambrientas del banquete del poder. Estas moscas son los “intelectuales baratos” que venden su libertad por una gota de miel.
También hay clérigos moscas que, con tal de gozar de los privilegios del poder, se convierten en los capellanes privados de los dictadores. Son sus confidentes, cómplices e intermediarios ante Dios. Dicen que todo lo hacen por la gloria de Dios. Amén.
¡Ponte mosca!, grita la mosca mayor de alas duras y tensas por haber volado mucho. La larva se retuerce
pesadamente y ya sueña con tener alas para poder volar muy alto y muy lejos. Quiere dejar pronto su estado larvario, quiere ser mosca para tener éxito en la vida.
Es que, en la realidad social, hay moscas vivarachas que comen rico; gozan la vida a expensas ajenas; se reproducen promiscua y libidinosamente; y en los negocios sucios están en su salsa comiendo, bebiendo y bañándose.
Los hombres moscas recurren a todo para cosechar los éxitos con el menor esfuerzo posible. Están atentos a los descuidos de otros. ¡Qué moscas tan exitosas! Y al respecto, siempre me he preguntado sin hallar
respuesta hasta ahora: ¿Desde cuándo la mosca es un modelo para el peruano? ¿En quién o en quiénes pensó Esopo al escribir su breve fábula sobre la mosca?
La expresión imperativa y exhortativa “¡Ponte mosca!”, es muy popular en Perú y tiene también otras
equivalencias como éstas: Avívate. Despierta. Y en el nivel coprolálico (copro: excremento; lalia: lenguaje)
existe la siguiente expresión que huele al plato más preferido por las moscas: Desahuévate.
* Profesor en Hankuk University of Foreign Studies, Seoul, Korea.
"El universo de el búho" (México D-F.)
Papel de Arbol (Perú)
Cayó una mosca en una olla llena de carne.
A punto de ahogarse en la salsa, exclamó para sí misma:
Comí, bebí y me bañé; puede venir la muerte,
No me importa ahora.
-ESOPO-
“Ponte mosca”, aconseja el mayor, que puede ser el padre, hermano, tío, primo o amigo al menor que todavía no sale de su cascarón, y que por eso es considerado ingenuo, inocente, sano, zanahorio.
“Ponte mosca”, grita el profesor. Entonces el niño comprende que el mismo principio rige en su casa y en
la escuela. Debe ser una verdad y una virtud ser mosca, piensa y comienza a abrir mejor los ojos y los oídos; y aprende a afinar sus reflejos como las moscas mayores.
Las moscas laicas y religiosas revolotean donde hay miel que con su olor y color las alocan. La fragante miel
dorada despierta las ambiciones, por eso zumban chocándose o esquivándose. Al final, la mosca más mosca
goza plenamente de esa rica miel. Otras moscas perdedoras, pero no resignadas, se satisfacen lamiendo felices las sobras. Si la mosca ganadora no mantiene sus antenas bien afinadas, y si no controla a las derrotadas, el banquete mosquino puede terminar en peleas o en golpes de estado
Sin embargo, las moscas no sólo gustan de la melifagia, también se deleitan de la coprofagia, por eso
revolotean emocionadas sobre el excremento. Es que la miel y el excremento son sus platos preferidos. Y si
tuvieran que optar por la miel o el excremento, con toda sinceridad y sin ningún prejuicio, optarían por el segundo plato.
Estos dípteros abundan en todas las ocupaciones y hasta en las desocupaciones. Los políticos moscas recurren, especialmente en los tiempos de las campañas electorales, a zumbidos melosos y a acrobacias para embaucar al pueblo con tal de ganar sus votos. Son moscas que cambian de colores y discursos según las circunstancias. Y el mosquerío popular se deja seducir fácilmente sin cuestionar si las promesas son compromisos.
Los periodistas moscas publicitan los actos más viles de la humanidad y hasta se convierten en acólitos
de los necróforos que viajan por el mundo como los jinetes del Apocalipsis. Hay medios de comunicación
que se alimentan golosamente de la suciedad de la sociedad.
Los negociantes moscas compran y venden sin preocuparse si los productos son benéficos o perjudiciales
a la humanidad. Ellos sólo piensan en las ganancias monetarias y no en los seres humanos.
Las moscas uniformadas capturan, torturan, matan y desaparecen a todos los que alteran el bendito statu
quo. Ellas no se responsabilizan de sus actos. “Cumplimos las órdenes superiores”, se justifican. Ergo, no
están preparadas para juzgar las órdenes. Lo que les importa es que les paguen bien por cumplir las órdenes
y que los asciendan pronto. Los escribidores moscas zumban alrededor de los palacios tratando de agradar a los jerarcas con sus zumbidos y acrobacias verbales. Es que están hambrientas del banquete del poder. Estas moscas son los “intelectuales baratos” que venden su libertad por una gota de miel.
También hay clérigos moscas que, con tal de gozar de los privilegios del poder, se convierten en los capellanes privados de los dictadores. Son sus confidentes, cómplices e intermediarios ante Dios. Dicen que todo lo hacen por la gloria de Dios. Amén.
¡Ponte mosca!, grita la mosca mayor de alas duras y tensas por haber volado mucho. La larva se retuerce
pesadamente y ya sueña con tener alas para poder volar muy alto y muy lejos. Quiere dejar pronto su estado larvario, quiere ser mosca para tener éxito en la vida.
Es que, en la realidad social, hay moscas vivarachas que comen rico; gozan la vida a expensas ajenas; se reproducen promiscua y libidinosamente; y en los negocios sucios están en su salsa comiendo, bebiendo y bañándose.
Los hombres moscas recurren a todo para cosechar los éxitos con el menor esfuerzo posible. Están atentos a los descuidos de otros. ¡Qué moscas tan exitosas! Y al respecto, siempre me he preguntado sin hallar
respuesta hasta ahora: ¿Desde cuándo la mosca es un modelo para el peruano? ¿En quién o en quiénes pensó Esopo al escribir su breve fábula sobre la mosca?
La expresión imperativa y exhortativa “¡Ponte mosca!”, es muy popular en Perú y tiene también otras
equivalencias como éstas: Avívate. Despierta. Y en el nivel coprolálico (copro: excremento; lalia: lenguaje)
existe la siguiente expresión que huele al plato más preferido por las moscas: Desahuévate.
* Profesor en Hankuk University of Foreign Studies, Seoul, Korea.
"El universo de el búho" (México D-F.)
Papel de Arbol (Perú)
martes, 22 de febrero de 2011
EMMANUEL PERU, INICIATIVA POR LA SALUD Y EDUCACION
Jorge Zavaleta Alegre
La concentración del servicio médico en Lima y la falta de calidad en la atención de la salud, ha conducido a promover experiencias renovadoras como la Asociación Emanuel, según expresan voceros de la alcaldesa de Municipalidad Metropolitana, el gremio de arquitectos, obispado del Callao y representantes de la Cooperación Internacional, entre otras instituciones preocupadas por el desarrollo inclusivo de las ciudades.
Breves antecedentes. Los primeros japoneses que migraron a América Latina, a fines del siglo XIX, llegaron a Chiapas, México 1897 para cultivar café, pero con poca suerte y mucho sufrimiento. Los colonos no tardaron en encontrar respuestas alentadoras, incorporando a sus filas a médicos veterinarios con conocimiento en la salud humana, que empezaron a fundar centros de asistencia y colegios, como expresión de una cultura basada en la salud y educación.
Al Perú, en 3 de abril de 1899, llegaron al puerto del Callao los primeros 790 inmigrantes de Yokohama, con destino a las grandes haciendas azucareras, en tanto establecían bodegas, peluquerías, cafetines, fondas y colegios. La segunda guerra mundial, en la cual el Perú se declaró aliado de los EEUU, provocó un imborrable recuerdo entre los japoneses que sufrieron la inmovilización de sus capitales, confiscación de sus viviendas y colegios, hasta la deportación a campos de concentración norteamericanos.
Llegamos a la década del ochenta y surge la Asociación Emmanuel, iniciando un proyecto de salud y educación en la populosa zona norte de Lima, para atender los distritos Ventanilla, Ancón y Puente Piedra. Se trata de un modelo que articula servicios de educación y salud para todas las edades, y puede ser un modelo para ciudades alejadas del Perú, donde no existen médicos.
Los japoneses lograron superar esa etapa fatídico trance y volvieron a recuperar sus centros educativos y centros culturales, hasta que el autoritarismo y la corrupción fujimorista, opacó la filantropía de los antiguos nipones y dinámicos nikei.
La iniciativa social ya tiene un hogar de niños, una casa de reposo, un policlínico con 120 mil historias clínicas con una capacidad de atención diaria de más de 400 personas y contará con un centro de educación técnica en ciencias médicas, según anuncia su presidente, el arquitecto peruano Fernando Ojeda, reelegido por cuarta vez, con el respaldo de profesionales de prestigio, de religiosas y mujeres con conocimiento y experiencia en educación y salud.
La Asociación Emmanuel es el fruto del esfuerzo de muchísimas personas que dan y dieron su tiempo, dinero y dedicación para que se haga realidad, según su promotor el sacerdote Manuel Kato y la madre Clara Tome Shimabukuro, de la Misión del Niño Jesús de Praga, cuya función complementa la insuficiente acción del Estado y a la costosa medicina y la educación privada.
| Arq. F. Ojeda y grupo promotor de educación y salud |
Breves antecedentes. Los primeros japoneses que migraron a América Latina, a fines del siglo XIX, llegaron a Chiapas, México 1897 para cultivar café, pero con poca suerte y mucho sufrimiento. Los colonos no tardaron en encontrar respuestas alentadoras, incorporando a sus filas a médicos veterinarios con conocimiento en la salud humana, que empezaron a fundar centros de asistencia y colegios, como expresión de una cultura basada en la salud y educación.
Al Perú, en 3 de abril de 1899, llegaron al puerto del Callao los primeros 790 inmigrantes de Yokohama, con destino a las grandes haciendas azucareras, en tanto establecían bodegas, peluquerías, cafetines, fondas y colegios. La segunda guerra mundial, en la cual el Perú se declaró aliado de los EEUU, provocó un imborrable recuerdo entre los japoneses que sufrieron la inmovilización de sus capitales, confiscación de sus viviendas y colegios, hasta la deportación a campos de concentración norteamericanos.
Llegamos a la década del ochenta y surge la Asociación Emmanuel, iniciando un proyecto de salud y educación en la populosa zona norte de Lima, para atender los distritos Ventanilla, Ancón y Puente Piedra. Se trata de un modelo que articula servicios de educación y salud para todas las edades, y puede ser un modelo para ciudades alejadas del Perú, donde no existen médicos.
Los japoneses lograron superar esa etapa fatídico trance y volvieron a recuperar sus centros educativos y centros culturales, hasta que el autoritarismo y la corrupción fujimorista, opacó la filantropía de los antiguos nipones y dinámicos nikei.
La iniciativa social ya tiene un hogar de niños, una casa de reposo, un policlínico con 120 mil historias clínicas con una capacidad de atención diaria de más de 400 personas y contará con un centro de educación técnica en ciencias médicas, según anuncia su presidente, el arquitecto peruano Fernando Ojeda, reelegido por cuarta vez, con el respaldo de profesionales de prestigio, de religiosas y mujeres con conocimiento y experiencia en educación y salud.
| Obispo Irizar, Pdte Emmanuel y Arq J.Arispe, Decano Lima |
viernes, 18 de febrero de 2011
LA ONU ENTRE EL HAMBRE Y LAS ARMAS
Jorge Zavaleta Alegre
http://www.elmercuriodigital.net/2011/02/la-onu-el-hambre-y-las-armas.html
http://www.diariolaprimeraperu.com/online/especial/el-hambre-o-las-armas_80186.html http://cultural.argenpress.info/2011/02/la-onu-el-hambre-y-las-armas-la.html
http://www.cambio16.es/
A pesar de que Sudamérica aún mantiene niveles de pobreza y de pobreza extrema muy elevados, esta parte del mundo es vista como un potencial mercado para los principales países productores de armas.
Los EEUU y Europa, no obstante la profunda crisis financiera que atraviesan, los presupuestos de cada Estado se mantienen y en algunos casos son complementados con recursos presupuestales de otros sectores claves.
Considerando que la mayor parte de la disminución de la pobreza se ha registrado en China, los progresos en el resto del mundo no han sido muy alentadores. Ahora en el 2011, el aumento de precios de los alimentos, de los combustibles y la crisis financiera y económica mundial han empeorado el drama universal. Y el armamentismo nos sigue acosando.
Veamos un caso emblemático en Sudamérica. El acuerdo de paz de Itamaratí entre Ecuador y Perú, a fines del siglo pasado, fue acompañado de un entusiasta acuerdo regional de constituir un fondo de 3 mil millones de dólares. La administración de esos recursos prometidos fue asignada al Banco Interamericano de Desarrollo, institución que olvidó su función tanto por su inercia y por la de los países oferentes. La única obra binacional, financiada por la Unión Europea, es una moderna vía de 40 kiómetros , en tanto centenas de proyectos ecua peruanos siguen archivados en los ministerios de ambos países para proseguir, por ejemplo, las cuencas de Puyango-Tumbes.
La verdad es que los gastos regionales en armamentismo se han incrementado empezando por Brasil que ha iniciado el mayor programa de adquisiciones bélicas y una industria nacional de armamento de nivel mundial.
Venezuela ha aumentado el comercio militar con Moscú y China. Chile, con su la Ley Reservada del Cobre y a los altísimos precios internacionales de este mineral, desde hace quince años tiene un gasto militar creciente. El “Plan Colombia” ha ubicado a este país como el segundo Ejército más numeroso de Sudamérica con un excelente equipamiento y la fuerza aeromóvil más numerosa y mejor equipada del subcontinente. El Perú, en base a regalías de los lotes 56 y 88 del gas de Camisea, creó el Núcleo Básico Eficaz, que es absolutamente insuficiente, si se trata de intentar un sistema defensivo creíble y disuasivo.
VISITA DE BAN KI-MOON
El secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, durante su corta visita oficial al Perú, después del Ecuador, ha comprometido el voto de este país para su reelección en el cargo y al mismo tiempo ha respaldado la reiterada propuesta de limitar el armamentismo.
La propuesta tiene la solidaridad de todos los pueblos, pero en la práctica ninguna de las instituciones internacionales pasa del discurso a la acción. La banca multilateral, que integra el Sistema de la ONU, nunca ha intentado condicionar sus préstamos en proporción a los índices de corrupción o compra de armamentos, como tampoco tuvo el coraje de “predecir” o anunciar la hecatombe del sistema financiero en Norteamérica y Europa, crisis que es tratada ahora con exuberantes fondos públicos.
Presidentes y altos ejecutivos del Banco Mundial, BID, Banco de Europa y del Asia responden a la prensa que aún sus directorios no les han dado la autorización para limitar el crédito en función de políticas restrictivas en compras de armas. El armamentismo no es enfrentado de manera directa sino se disfraza.
El año 2000 en la Cumbre del Milenio de las Naciones Unidas, todos los estados miembros se comprometieron a avanzar en las sendas de la paz y el desarrollo humano. Esa Declaración derivó en la aprobación de 8 Objetivos:
“Erradicar la pobreza extrema y el hambre. Lograr la enseñanza primaria universal. Promover la igualdad entre los géneros y la autonomía de la mujer. Reducir la mortalidad infantil. Mejorar la salud materna. Combatir el VIH/SIDA el paludismo y otras enfermedades. Garantizar la sostenibilidad del medio ambiente. Y fomentar una asociación mundial para el desarrollo”
Los Jefes de Estado se comprometieron a alcanzar los ODM, inclusive con metas precisas. Llegaremos al 2015, y ningún país habrá cumplido cuantitativamente con su compromiso.
LLAVES Y CONDECORACIONES
Ban Ki-moon, ha recibido las llaves de la ciudad de Lima, de parte de su alcaldesa Susana Villarán, ha sido declarado profesor honoris causa por San Marcos una de las universidades más antiguas de América Latina y ha sido condecorado por el presidente peruano, Alan García con la orden al Mérito por Servicios Distinguidos, en el grado de Gran Cruz.
Abrumado por los gestos de las instituciones peruanas, el representante de la ONU, en respuesta a la hospitalidad de sus autoridades, se ha pronunciado ante los alumnos de la Academia Diplomática por la defensa del derecho de los pueblos indígenas a ser escuchados y a la reducción de los gastos militares en la región. La visita concluyó con su participación en la entrega de los Premios Amartya Sen, a 100 Jóvenes sobresalientes.
El Secretario General de la ONU aprovechó su visita para hablar de las grandes prioridades de las Naciones Unidas, destacando el cambio climático, la igualdad de oportunidades para la juventud, el manejo sostenible de los recursos naturales, la pobreza, los objetivos del milenio y las potencialidades que tiene el Perú.
Veamos otros antecedentes. Las conferencias internacionales de 2002 sobre la Financiación para el Desarrollo en México, sobre el Desarrollo Sostenible en Johannesburgo y las siguentes Cumbres y foros han tenido como agenda común hacer frente a la crisis alimentaria y la crisis económica de los últimos tres años.
Si se usa como patrón esa ingenua la línea internacional de pobreza de “1 dólar por día” del Banco Mundial, que se cita con tanta frecuencia y que en 2008 fue sustituida por el valor de 1,25 dólares por día a precios de 2005, en 2005 había todavía 1.400 millones de personas que vivían en condiciones de pobreza extrema.
Estamos a solo cinco años hasta el vencimiento del plazo fijado en 2015 respecto a las Metas del Milenio, la posibilidad de no llegar a alcanzarlos por falta de compromiso es muy real. Si fracasa esa promesa mundial se multiplicarán los peligros que acechan al mundo: inestabilidad, violencia, epidemias, deterioro ambiental y crecimiento demográfico descontrolado.
El impacto devastador del cambio climático está cada vez más cerca de sus habitantes, en especial de los más vulnerables. Varios países han obtenido resultados positivos en la lucha contra la pobreza extrema y el hambre, la mejora de la matrícula escolar y la salud infantil. Pero no son suficientes. El acceso al agua apta para el consumo, el tratamiento del VIH, de la salud mental y la lucha contra la malaria, la tuberculosis y las enfermedades tropicales registran déficit alarmantes en algunos de los países más pobres.
http://www.elmercuriodigital.net/2011/02/la-onu-el-hambre-y-las-armas.html
http://www.diariolaprimeraperu.com/online/especial/el-hambre-o-las-armas_80186.html http://cultural.argenpress.info/2011/02/la-onu-el-hambre-y-las-armas-la.html
http://www.cambio16.es/
A pesar de que Sudamérica aún mantiene niveles de pobreza y de pobreza extrema muy elevados, esta parte del mundo es vista como un potencial mercado para los principales países productores de armas.
Los EEUU y Europa, no obstante la profunda crisis financiera que atraviesan, los presupuestos de cada Estado se mantienen y en algunos casos son complementados con recursos presupuestales de otros sectores claves.
Considerando que la mayor parte de la disminución de la pobreza se ha registrado en China, los progresos en el resto del mundo no han sido muy alentadores. Ahora en el 2011, el aumento de precios de los alimentos, de los combustibles y la crisis financiera y económica mundial han empeorado el drama universal. Y el armamentismo nos sigue acosando.
Veamos un caso emblemático en Sudamérica. El acuerdo de paz de Itamaratí entre Ecuador y Perú, a fines del siglo pasado, fue acompañado de un entusiasta acuerdo regional de constituir un fondo de 3 mil millones de dólares. La administración de esos recursos prometidos fue asignada al Banco Interamericano de Desarrollo, institución que olvidó su función tanto por su inercia y por la de los países oferentes. La única obra binacional, financiada por la Unión Europea, es una moderna vía de 40 kiómetros , en tanto centenas de proyectos ecua peruanos siguen archivados en los ministerios de ambos países para proseguir, por ejemplo, las cuencas de Puyango-Tumbes.
La verdad es que los gastos regionales en armamentismo se han incrementado empezando por Brasil que ha iniciado el mayor programa de adquisiciones bélicas y una industria nacional de armamento de nivel mundial.
Venezuela ha aumentado el comercio militar con Moscú y China. Chile, con su la Ley Reservada del Cobre y a los altísimos precios internacionales de este mineral, desde hace quince años tiene un gasto militar creciente. El “Plan Colombia” ha ubicado a este país como el segundo Ejército más numeroso de Sudamérica con un excelente equipamiento y la fuerza aeromóvil más numerosa y mejor equipada del subcontinente. El Perú, en base a regalías de los lotes 56 y 88 del gas de Camisea, creó el Núcleo Básico Eficaz, que es absolutamente insuficiente, si se trata de intentar un sistema defensivo creíble y disuasivo.
VISITA DE BAN KI-MOON
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| Ban Ki-moon y Pérez de Cuéllar, la ONU y sus armas |
La propuesta tiene la solidaridad de todos los pueblos, pero en la práctica ninguna de las instituciones internacionales pasa del discurso a la acción. La banca multilateral, que integra el Sistema de la ONU, nunca ha intentado condicionar sus préstamos en proporción a los índices de corrupción o compra de armamentos, como tampoco tuvo el coraje de “predecir” o anunciar la hecatombe del sistema financiero en Norteamérica y Europa, crisis que es tratada ahora con exuberantes fondos públicos.
Presidentes y altos ejecutivos del Banco Mundial, BID, Banco de Europa y del Asia responden a la prensa que aún sus directorios no les han dado la autorización para limitar el crédito en función de políticas restrictivas en compras de armas. El armamentismo no es enfrentado de manera directa sino se disfraza.
El año 2000 en la Cumbre del Milenio de las Naciones Unidas, todos los estados miembros se comprometieron a avanzar en las sendas de la paz y el desarrollo humano. Esa Declaración derivó en la aprobación de 8 Objetivos:
“Erradicar la pobreza extrema y el hambre. Lograr la enseñanza primaria universal. Promover la igualdad entre los géneros y la autonomía de la mujer. Reducir la mortalidad infantil. Mejorar la salud materna. Combatir el VIH/SIDA el paludismo y otras enfermedades. Garantizar la sostenibilidad del medio ambiente. Y fomentar una asociación mundial para el desarrollo”
Los Jefes de Estado se comprometieron a alcanzar los ODM, inclusive con metas precisas. Llegaremos al 2015, y ningún país habrá cumplido cuantitativamente con su compromiso.
LLAVES Y CONDECORACIONES
Ban Ki-moon, ha recibido las llaves de la ciudad de Lima, de parte de su alcaldesa Susana Villarán, ha sido declarado profesor honoris causa por San Marcos una de las universidades más antiguas de América Latina y ha sido condecorado por el presidente peruano, Alan García con la orden al Mérito por Servicios Distinguidos, en el grado de Gran Cruz.
Abrumado por los gestos de las instituciones peruanas, el representante de la ONU, en respuesta a la hospitalidad de sus autoridades, se ha pronunciado ante los alumnos de la Academia Diplomática por la defensa del derecho de los pueblos indígenas a ser escuchados y a la reducción de los gastos militares en la región. La visita concluyó con su participación en la entrega de los Premios Amartya Sen, a 100 Jóvenes sobresalientes.
El Secretario General de la ONU aprovechó su visita para hablar de las grandes prioridades de las Naciones Unidas, destacando el cambio climático, la igualdad de oportunidades para la juventud, el manejo sostenible de los recursos naturales, la pobreza, los objetivos del milenio y las potencialidades que tiene el Perú.
Veamos otros antecedentes. Las conferencias internacionales de 2002 sobre la Financiación para el Desarrollo en México, sobre el Desarrollo Sostenible en Johannesburgo y las siguentes Cumbres y foros han tenido como agenda común hacer frente a la crisis alimentaria y la crisis económica de los últimos tres años.
Si se usa como patrón esa ingenua la línea internacional de pobreza de “1 dólar por día” del Banco Mundial, que se cita con tanta frecuencia y que en 2008 fue sustituida por el valor de 1,25 dólares por día a precios de 2005, en 2005 había todavía 1.400 millones de personas que vivían en condiciones de pobreza extrema.
Estamos a solo cinco años hasta el vencimiento del plazo fijado en 2015 respecto a las Metas del Milenio, la posibilidad de no llegar a alcanzarlos por falta de compromiso es muy real. Si fracasa esa promesa mundial se multiplicarán los peligros que acechan al mundo: inestabilidad, violencia, epidemias, deterioro ambiental y crecimiento demográfico descontrolado.
El impacto devastador del cambio climático está cada vez más cerca de sus habitantes, en especial de los más vulnerables. Varios países han obtenido resultados positivos en la lucha contra la pobreza extrema y el hambre, la mejora de la matrícula escolar y la salud infantil. Pero no son suficientes. El acceso al agua apta para el consumo, el tratamiento del VIH, de la salud mental y la lucha contra la malaria, la tuberculosis y las enfermedades tropicales registran déficit alarmantes en algunos de los países más pobres.
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